Comprometido com quatro competições paralelas em mais uma temporada atípica, o Athletico lutou para se equilibrar dentro e fora de campo.

Fora, por conta das boas negociações realizadas com os jogadores que se destacaram nas conquistas da Copa Sul-Americana e Copa do Brasil, o cofre do clube foi abastecido. Ainda agora entraram mais alguns milhões com a transferência da revelação Vitinho.

Gestão segura, sem dúvida.

Entretanto, dentro de campo as coisas começaram a sair do controle pela inexperiência e falta de liderança do técnico António Oliveira.

Convenhamos que não é natural um treinador declarar após uma derrota que “Estou apenas de passagem por aqui”. Ali, naquele momento, já deveria ter sido afastado do comando da equipe pelo senhor Paulo Autuori.

Sem esquecer do mal explicado episódio do copinho d'água atirado por Renato Kayzer em António Oliveira durante a partida com o Santos.

Com o time sofrendo constantes alterações e com a constatação da indigência técnica da maioria do atual elenco, o Furacão passou a acumular derrotas na Série A do Campeonato Brasileiro, temperadas por triunfos heróicos nas Copas de mata-matas.

Mas tinha um FC Cascavel no meio do caminho.

Com apenas 14 jogadores em condições de jogo – por causa do coronavírus – e sem poder contar com o técnico Tcheco, também contaminado pelo Covid-19, o FC Cascavel tentou adiar o jogo e não obteve êxito.

Melhor para ele, pois evitou a derrota no primeiro tempo pela incompetência técnica dos atacantes atleticanos e garantiu a vitória no segundo tempo pela incompetência técnica dos defensores atleticanos.

Sim, claro que o FC Cascavel teve méritos: há muito tempo venho constatando o excelente trabalho de Tcheco, dos jogadores e, sobretudo, do conjunto do bom time do oeste.

Agora, o Furacão lambe as feridas pelo inédito tetracampeonato perdido, procura um novo técnico e, principalmente, precisa evitar o efeito dominó.

Os quatro próximos jogos definirão o futuro em três competições: mata-matas com Santos e Peñarol, e dois compromissos que podem recuperá-lo ou enterrá-lo na Série A do Brasileirão, diante de América-MG e Juventude.

Não dá para perder tempo e muito menos errar na contratação do novo comandante, além dos necessários reforços para um time irregular e sem personalidade definida.

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