Ninguém tratou da força do sentimento de ilusão e de desilusão diante das imperfeições da vida como o imortal compositor Sidney Miller, em sua obra definitiva “Pois é, pra quê?”. A voz de Ruy Faria, do MPB4, a eternizou.

No seu final, Miller nos empurra não sei para onde:

“No fim do mundo tem um tesouro
Quem foi primeiro carrega o ouro
A vida passa no meu cigarro
Quem tem mais pressa que arranje um carro
Pra andar ligeiro sem ter porquê
Sem ter pra onde, pois é, pra quê?”

O Coritiba, que já está de volta ao Brasileirão, deve ganhar do Amazonas, em Manaus, e ser campeão da Segundona. O Athletico deve vencer o América-MG, na Baixada, e conquistar o retorno que parecia perdido ao Brasileirão. Mas pode ser que o imponderável intervenha e altere essa ordem das coisas.

Daí, as torcidas irão comemorar, as suas gangues vão brigar e os cartolas vão cantar vitória pessoal. Pois é, pra quê? Irão jogar contra o rebaixamento em 2026?

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