No futebol, a memória tem a tendência de ser curta quando um time evita uma catarse que provocam resultados negativos. Especialmente, entre nós, quando se trata do Clube Athletico Paranaense, no qual qualquer fato negativo se projeta como se fosse definitivo.
Pelo Brasileirão, Furacão foi jogar contra o Santos, na Vila Belmiro, com a sua torcida desconfiada. É que procurava, ainda, concluir se a eliminação da Copa do Brasil com goleada para o Vitória (4×0) só foi resultado das falhas do goleiro Santos.
Antes do jogo em Santos, o treinador Odair Hellmann falou: “Garanto, a goleada sofrida para o Vitória foi um jogo de exceção”. A partir dessa certeza rara que um treinador projeta para a conduta de um time, foi possível esperar que o Athletico seria aquele anterior à Salvador. Hellmann é confiável no que faz e no que fala.
O primeiro tempo do rubro-negro foi coisa preciosa, em que o time quase alcançou a perfeição tática e técnica, explicando-se, aí, os 2 a 0 (resultado final), com dois gols de Viveros. Sem excesso, nos primeiros 25 minutos de jogo, foi um espetáculo pela organização e execução em compasso dos setores.
Daí, o 1 a 0, com Viveros driblando na pequena área e concluindo contra Brasão. Depois, João Cruz recebeu uma bola no meio, já sabendo que a defesa santista estava adiantada. E, em seguida, com Viveros, outra vez, correndo em campo aberto com a bola lançada. Esse lance do segundo gol foi o resumo da preciosidade do jogo do Furacão. Nesse período, qualquer outro time teria se rendido diante do Athletico impulsionado por João Cruz e Viveros.
No segundo tempo, o Athletico apenas administrou o placar estimulando, ainda mais, o desespero do Santos. Cuca, que não dá sorte nem para o bem e nem para o mal com o Athletico, foi levado à completa melancolia. Levou um baile de Hellmann.
Enfim, é isso aí. O Athletico ganhou, deu um show, vai continuar por um bom tempo entre os três primeiros e mostrou que era desnecessária a tempestade repentina que estava se armando na Baixada.
Viveros foi o herói.
O melhor, João Cruz.
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