O péssimo futebol apresentado na derrota para o Cianorte relembrou o Paraná das próprias limitações na Série D.

Evidentemente, não há terra arrasada. O Tricolor segue com a classificação encaminhada para o mata-mata. No entanto, o revés para o singelo adversário paranaense, diante da própria torcida, serve de alerta na Vila Capanema.

E freia qualquer indício de euforia precipitada com a boa arrancada na última divisão nacional – afinal de contas, clubes como Azuriz e FC Cascavel têm neste momento campanha superior ao Tricolor nesta primeira fase.

Os desafios para o acesso serão imensos.

+ Confira a classificação da Série D do Brasileirão

Com as contas bloqueadas e fantasmas do passado ressurgindo dia sim, dia não, o presidente Rubão terá de se esmerar para manter os salários em dia. O torcedor cobra soluções, não desculpas. Este é o papel do gestor, por mais que a instituição esteja em farrapos. E Rubão já sabia disso ao assumir.

Além disso, estrangulado financeiramente, o clube inevitavelmente terá de buscar reforços pontuais para a sequência da Série D.

carências evidentes no elenco, como a falta de um centroavante para disputar espaço com o instável Carlos Henrique, sem falar na frequente presença do inexplicável Milla no time titular. Com a palavra, a LA Sports.

Acesso do Paraná passa diretamente por Omar Feitosa

Feitosa tem desafio inédito na Vila Capanema. Foto: Atila Alberti/UmDois Esportes
Feitosa tem desafio inédito na Vila Capanema. Foto: Atila Alberti/UmDois Esportes| ATILA ALBERTI

O modesto Cianorte expôs brutalmente as limitações técnicas do elenco paranista.

Apesar do baixo nível geral dos adversários e da competição, está claro que o Paraná terá de superar os próprios limites para voltar à Série C. E o técnico Omar Feitosa terá a árdua missão de provar que este time já não atingiu o próprio auge precoce na disputa.

Afinal, o sonho do acesso passa justamente pelo treinador paranista. Feitosa foi um acerto da diretoria. Conseguiu relembrar ao Paraná o que é vencer, após anos de cultivo da cultura da derrota, da normalização da humilhação.

Impôs ao clube um discurso de comprometimento, de resgate da dignidade. Mas a experiência não deixa de ser uma escola para o treinador.

Feitosa tem extenso currículo como preparador físico de grandes clubes nacionais. Chegou a ser diretor de futebol do Palmeiras. Mas, como treinador, ainda é principiante. E enfrentará desafios inéditos e imensuráveis nessa temporada que é a grande chance de sua nova carreira.

Participe da conversa!
0