A inesperada derrota do Paraná para o Cianorte, na Vila Capanema, deve servir como sinal de alerta, assim como a perda da invencibilidade do Coritiba no Alto da Glória e o empate do Athletico com o último colocado da Série A.

Pode se extrair alguns ensinamentos desta rodada um tanto quanto aziaga para o trio da capital.

Aliás, são três times com três propostas diferentes neste ano.

O Paraná luta para sair o quanto antes da humilhante Série D, uma competição que premia os melhores e enterra de vez os piores que ficam sem calendário no encerramento da temporada.

Como vinha jogando bem sob o comando de Omar Feitosa, a equipe mexeu com o torcedor que retornou à Vila Capanema, mas levou um susto daqueles. O time precisa jogar sempre com determinação, evitando descuidos incompreensíveis como na última partida.

O Coritiba luta, primeiro, para manter-se na Série A após os percalços das últimas temporadas com aquele incomodo sobe-desce; depois, para cumprir boa campanha e tentar abrir as portas do mercado continental – Copa Sul-Americana ou Copa Libertadores da América -, algo que não faz parte do programa coxa-branca há um bom tempo.

É um desafio, mas Gustavo Morínigo e os jogadores mostram disposição e ainda podem dar alegrias ao torcedor, que tem prestigiado todos os jogos.

O Athletico, pelo retrospecto recente – campeão e vice da Copa do Brasil; bi na Sul-Americana – investiu pesado na formação do novo elenco.

Porém, a diretoria cometeu erros básicos como o mexe e remexe na comissão técnica que apresenta a terceira versão em apenas seis meses. Também houve equívocos na avaliação de alguns reforços que até agora não confirmaram a expectativa.

De qualquer forma, o plano geral continua de pé: decidir alguma competição nesta temporada. E para isso conta com o carisma do generalíssimo Felipão.

Participe da conversa!
0