Mesmo rebaixado à Série D, o Paraná praticamente dobrou o número de sócios torcedores nos últimos meses. O clube tinha 1.279 associados contribuintes em abril e agora tem 2.500 confirmados, de acordo com o site Guerreiro Valente. Um crescimento de mais de 95% no quadro.

O aumento nos números se deve principalmente pela mudança feita no plano associativo. Em junho, o clube anunciou novas modalidades, com mais opções e benefícios. Um mês depois do lançamento, o Paraná conseguiu cerca de 550 novos sócios.

Em campo, no entanto, o time não correspondeu e acabou caindo de divisão. O Tricolor deu vexame e frustrou a torcida, encerrando a temporada no dia 25 de setembro. Os torcedores paranistas, devido à pandemia, não acompanham o Paraná na Vila Capanema desde março de 2020.

Outros fatores que também podem explicar o aumento considerável no quadro associativo nos últimos meses foram as chegadas da nova diretoria, liderada por Rubens Ferreira, o Rubão, e o acordo com a empresa LA Sports, do empresário Luiz Alberto, que vai gerir o futebol profissional. O clube vem anunciando reforços que têm agradado a torcida.

Melhorando nos bastidores, Paraná precisa arrumar a casa dentro de campo

Mas o desempenho da equipe, claro, precisa melhorar muito nos campeonatos em 2022 para que o torcedor se anime. No ano que vem, o Paraná vai disputar o Paranaense, com estreia em 23 de janeiro contra o Athletico, a Copa do Brasil e a Série D.

Em entrevista coletiva em setembro, Rubão disse que o Paraná precisa de mais de quatro mil associados para ajudar a pagar o custo fixo do clube.

"Se eu falar que precisaria de quatro mil associados, desde que esses associados tivessem uma receita média de R$ 80, falamos de mais R$ 300 mil. Mas temos que lembrar que no Paraná, qualquer valor que entre, qualquer R$ 1, você só aproveita R$ 0,80 centavos, que eu recebesse 250 mil, não pagaria todos os nossos custos. Claro que o dinheiro não vem só do sócios, mas ajuda", declarou na época.

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