O Brasileirão de 2026 começou com os clubes novamente apostando alto nos jogadores estrangeiros. Apesar da pequena redução em comparação com o ano passado, a Série A supera 100 gringos pelo quarto ano consecutivo e com seis clubes superando o limite de nove jogadores que nasceram fora do Brasil que podem ser relacionados a cada partida.

De acordo com o levantamento do UmDois Esportes, o Brasileirão fechou a primeira janela de transferências do ano com 155 estrangeiros de 23 países diferentes. Assim como foi nos últimos anos, os argentinos lideram a lista de gringos na Primeira Divisão, com 47 jogadores. Destaque para o atacante Flaco López, que é figurinha carimbada na convocação da seleção da Argentina, atual campeã do mundo.

O boom no Campeonato Brasileiro veio após a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) atender ao pedido dos clubes e ampliar o limite de estrangeiros de sete para nove por equipe. No ano anterior, o teto já havia sido elevado de cinco para sete.

Além disso, até mesmo os clubes que lutam contra o rebaixamento vivem hoje uma realidade financeira superior à da maioria dos adversários sul-americanos.

Athletico, Botafogo, Fluminense e mais: Seis times extrapolam o limite de estrangeiros

Zapelli pelo Athletico. (Foto: Hedeson Alves/AGIF/Icon Sport).

O Botafogo conta com 14 jogadores nascidos fora do Brasil no elenco e é disparado o clube com mais estrangeiros. Com isso, o técnico Martín Anselmi precisar deixar sempre cinco de fora em competições da CBF. Não existe limite para os jogos da Libertadores.

Três dos 14 gringos também jogam no sub-20, mas estão sendo relacionados com frequência: goleiro Christian Loor, lateral Jhoan Hernández e atacante Kadir Barría.

Logo depois, o Fluminense tem 12 estrangeiros e precisa deixar sempre três de fora. Por enquanto, a tarefa do técnico Luís Zubeldía é mais tranquila, já que o meia David Terans e o atacante Germán Cano estão no departamento médico e ainda não têm previsão de retorno.

Para completar o pódio, Grêmio e Remo contam com 11 gringos cada. O Athletico vem logo em seguinda, com 10 gringos, e diminuiu o número com a saída do atacante Mastriani para o América-MG.Além disso, o meia Daniel Aguilar, de 22 anos, não treina com o elenco principal e sequer foi relacionado pelo técnico Odair Hellmann.

Ainda em relação aos paranaenses, o Coritiba investe menos em estrangeiros e conta com somente quatro em seu elenco. O colombiano Sebastián Gómez e o português Josué Pesqueira, destaques no título da Série B, renovaram seus contratos, enquanto o uruguaio Joaquín Lavega e o colombiano Alejandro Ararat foram contratados.

O Coxa, inclusive, é o terceiro com menos gringos no elenco e só tem mais que Chapecoense e Mirassol, com dois cada. A Chape tem o lateral-esquerdo paraguaio Walter Clar e o atacante congolês Bolasie, enquanto a sensação da Série A de 2025 conta com o meia argentino Lucas Mugni e atacante paraguaio Galeano.

Josué comemora gol pelo Coritiba. (Foto: JP Pacheco/Coritiba).

Confira todos os gringos no Brasileirão

Athletico

  1. Carlos Terán (Colômbia)
  2. Aguirre (Colômbia)
  3. Benavídez (Argentina)
  4. Lucas Esquivel (Argentina)
  5. Portilla (Colômbia)
  6. Alejandro García (Colômbia)
  7. Bruno Zapelli (Argentina)
  8. Mendoza (Colômbia)
  9. Kevin Viveros (Colômbia)
  10. Daniel Aguilar (Colômbia)

Atlético-MG

  1. Júnior Alonso (Paraguai)
  2. Ivan Román (Chile)
  3. Alan Franco (Equador)
  4. Tomás Cuello (Argentina)
  5. Alan Minda (Equador)
  6. Cassierra (Colômbia)
  7. Preciado (Equador)
  8. Tomás Pérez (Argentina)
  9. Cissé (Guiné)

Bahia

  1. Ramos Mingo (Argentina)
  2. Román Gómez (Argentina)
  3. Acevedo (Uruguai)
  4. Michel Araújo (Uruguai)
  5. Sanabria (Argentina)
  6. Cristian Oliveira (Uruguai)

Botafogo

  1. Loor (Equador)
  2. Alexander Barboza (Argentina)
  3. Bastos (Angola)
  4. Mateo Ponte (Uruguai)
  5. Montoro (Argentina)
  6. Rodríguez (Uruguai)
  7. Lucas Villalba (Uruguai)
  8. Joaquín Correa (Argentina)
  9. Chris Ramos (Espanha)
  10. Kadir Barría (Panamá)
  11. Jhoan Hernández (Colômbia)
  12. Ferraresi (Venezuela)
  13. Jordan Barrera (Colômbia)
  14. Medina (Argentina)

Chapecoense

  1. Walter Clar (Paraguai)
  2. Bolasie (Congo)

Corinthians

  1. Angileri (Corinthians)
  2. Carrillo (Peru)
  3. Rodrigo Garro (Argentina)
  4. Memphis (Países Baixos)
  5. Milans (Uruguai)
  6. Lingaard (Inglaterra)
  7. Zakaria (Marrocos)

Coritiba

  1. Sebastián Gómez (Colômbia)
  2. Josué (Portugal)
  3. Lavega (Uruguai)
  4. Alejandro Ararat (Colômbia)

Cruzeiro

  1. Lucas Vilallba (Argentina)
  2. Lucas Romero (Argentina)
  3. Sinisterra (Colômbia)
  4. Arroyo (Equador)
  5. Villarreal (Colômbia)

Flamengo

  1. Rossi (Argentina)
  2. Varela (Uruguai)
  3. Pulgar (Chile)
  4. De La Cruz (Uruguai)
  5. De Arrascaeta (Uruguai)
  6. Saúl (Espanha)
  7. Carrascal (Colômbia)
  8. Plata (Equador)

Fluminense

  1. Freytes (Argentina)
  2. Millán (Venezuela)
  3. Bernal (Uruguai)
  4. Luciano Acosta (Argentina)
  5. David Terans (Uruguai)
  6. Canobbio (Uruguai)
  7. Soteldo (Venezuela)
  8. Serna (Colômbia)
  9. Santiago Moreno (Colômbia)
  10. Germán Cano (Argentina)
  11. Savarino (Venezuela)
  12. Rodrigo Castillo (Argentina)

Grêmio

  1. Noriega (Peru)
  2. Balbuena (Paraguai)
  3. Kannemann (Argentina)
  4. Villasanti (Paraguai)
  5. Leonel Pérez (Argentina)
  6. Carballo (Uruguai)
  7. Nardoni (Argentina)
  8. Monsalve (Colômbia)
  9. Amuzu (Bélgica)
  10. Enamorado (Colômbia)
  11. Pavón (Argentina)

Internacional

  1. Rochet (Uruguai)
  2. Mercado (Argentina)
  3. Félix Torres (Equador)
  4. Bernabei (Argentina)
  5. Aguirre (Argentina)
  6. Benjamín (Gana)
  7. Alan Rodríguez (Uruguai)
  8. Carbonero (Colômbia)
  9. Borré (Colômbia)
  10. Villagra (Argentina)

Mirassol

  1. Lucas Mugni (Argentina)
  2. Galeano (Paraguai)

Palmeiras

  1. Gustavo Gómez (Paraguai)
  2. Píquerez (Uruguai)
  3. Giay (Argentina)
  4. Emiliano Martínez (Argentina)
  5. Ramón Sosa (Paraguai)
  6. Jhon Arias (Colômbia)
  7. Ramón Sosa (Colômbia)
  8. Flaco López (Argentina)

Red Bull Bragantino

  1. Guzmán Rodríguez (Uruguai)
  2. Sant’Anna (Uruguai)
  3. Hurtado (Equador)
  4. Sosa (Uruguai)
  5. Mosquera (Colômbia)
  6. José Herrera (Argentina)
  7. Isidro Pitta (Paraguai)

Remo

  1. Tchamba (Camarões)
  2. Tassano (Uruguai)
  3. Cufré (Argentina)
  4. Picco (Argentina)
  5. Cantillo (Colômbia)
  6. Diego Hernández (Uruguai)
  7. Tachtsidis (Grécia)
  8. Ferreira (Uruguai)
  9. João Pedro (Guiné Bissau)
  10. Rafael Monti (Argentina)

Santos

  1. Adonís Frias (Argentina)
  2. Escobar (Argentina)
  3. Tomás Rincon (Venezuela)
  4. Miguelito (Bolívia)
  5. Barreal (Argentina)
  6. Rollheiser (Argentina)
  7. Lautaro Díaz (Argentina)
  8. Cristian Oliva (Uruguai)

São Paulo

  1. Carlos Coronel (Paraguai)
  2. Alan Franco (Argentina)
  3. Arboleda (Equador)
  4. Enzo Díaz (Argentina)
  5. Cédric Soares (Portugal)
  6. Bobadilla (Paraguai)
  7. Tapia (Chile)
  8. Calleri (Argentina)

Vasco

  1. Pumita Rodríguez (Uruguai)
  2. Cuesta (Colômbia)
  3. Nuno Moreira (Portugal)
  4. Johan Rojas (Colômbia)
  5. Andrés Gómez (Colômbia)
  6. Saldivia (Uruguai)
  7. Hinestroza (Colômbia)
  8. Spinelli (Argentina)

Vitória

  1. Ismael (Portugal)
  2. Cantalapiedra (Espanha)
  3. Saverio (Equador)
  4. Renzo López (Uruguai)
  5. Martínez (Argentina)
  6. Tarzía (Argentina)

Quantidade de estrangeiros nas últimas dez edições do Brasileirão

  • 2026 – 155 (antes da 5ª rodada)
  • 2025 – 162
  • 2024 – 149
  • 2023 – 123
  • 2022 – 98
  • 2021 – 74
  • 2020 – 77
  • 2019 – 66
  • 2018 – 73
  • 2017 – 69

*Levantamento do UmDois Esportes em 2026 e do ge.globo de 2017 a 2025.

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