Quem viu a atuação do Athletico na vitória por 3 a 0 sobre o Juventude, no último domingo (6), certamente vai achar que era um time bem diferente daquele que ganhou do Avaí por 1 a 0, nesta quarta-feira (9), pela Copa do Brasil. E de fato era. Mas saiu com a impressão contrária.

Em Caxias do Sul, o Furacão poupou boa parte dos seus titulares, justamente pensando no mata-mata. Lá, passou por cima dos donos da casa, jogou com facilidade e fez um placar elástico, o que pouco vem acontecendo nesta temporada.

Já na Arena, com quase força máxima, conseguiu marcar o gol da vitória logo de cara, mas depois foi encurralado em alguns momentos, fazendo sua defesa trabalhar bastante e se fechar até para garantir o resultado. Só nos minutos finais que esboçou aproveitar a ansiedade do adversário na busca pelo empate.

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É bem verdade que o nível do Avaí, atualmente, é superior ao do Juventude, embora os catarinenses estejam na Série B e os gaúchos na elite. Mas o que chama a atenção é como o Rubro-Negro vem sofrendo na Arena. Com exceção à despedida de Lucho González, quando fez 4 a 0 no Aucas, o time principal só venceu por 1 a 0 dentro de casa. E em muitos casos, sofrendo.

Por enquanto, os erros e os gols perdidos não estão fazendo falta. Mas, mais pra frente, pode custar caro. Segue-se batendo na tecla que o Athletico cria, produz para balançar as redes, mas na hora de definir, erra. É uma constante em 2021.

O Furacão já podia ter liquidado a classificação na Ressacada, semana passada. Não só trouxe para a Arena a decisão, como deixou os torcedores tensos até o apito final.

É inegável que, pouco a pouco, a equipe vai se acertando. Prova disso é a defesa fortalecida, que não dá espaços para o adversário e vem tendo boas atuações. Lá na frente, são algumas chances criadas ao longo da partida. Agora, falta corrigir o poder de decisão. E o quanto antes.

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