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Análise

Banho de bola do River sobre o Palmeiras mostra que técnico bom sim, merece tempo

Marcelo Gallardo segue com o prestígio em alta no River, apesar de recentes insucessos
Marcelo Gallardo segue com o prestígio em alta no River, apesar de recentes insucessos| Foto: Nelson Almeida/AFP
  • Por Mauro Cezar Pereira
  • 14/01/2021 21:27

A máxima de boa parte dos teóricos envolvidos com o futebol é de que técnicos precisam de tempo. Sim, eles necessitam dele, como qualquer profissional que tente construir algo. A questão é outra: quais treinadores merecem realmente tanta paciência?

Obviamente nem todos. E os sinais costumam ser apresentados quando, em determinado momento, não se nota qualquer evolução, a equipe fica estagnada, sem progressos. E os jogadores costumam notar que aquilo ali não vai dar em nada mesmo.

Na terça-feira, quando venceu o Palmeiras em pleno Allianz Parque por 2 a 0, e não dobrou o placar por detalhes capturados pela arbitragem de vídeo, Marcelo Gallardo deixou claro porque o River Plate sempre lhe dá chances. Mesmo quando perde.

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O jovem (44 anos) treinador argentino tem carta branca no clube pelo qual coleciona taças, mesmo com os fracassos recentes. Perdeu a Libertadores passada para o Flamengo, o campeonato nacional para o rival, Boca Juniors, e caiu diante dos palmeirenses.

Mesmo assim, ninguém em sã consciência no clube de Buenos Aires cogita a possibilidade de demitir Muñeco, como é conhecido. Gallardo tem plenos poderes no River, clube que defendeu como atleta e com o qual tem conexão visceral. E é muito bom no que faz.

River da Gallardo massacrou o Palmeiras no Allianz Parque, mas equipe de Abel Ferreira garantiu a vaga. Foto: Nelson Almeida/AFP
River da Gallardo massacrou o Palmeiras no Allianz Parque, mas equipe de Abel Ferreira garantiu a vaga. Foto: Nelson Almeida/AFP| AFP

"O Gallardo é melhor treinador do que eu", admitiu depois do banho de bola que sua equipe tomou, o técnico Abel Ferreira, do Palmeiras. Alguém dirá que, se é assim, porque o português o eliminou? No futebol nem tudo se explica do ponto de vista lógico.

Dos quatro semifinalistas, ninguém jogou mais do que o Santos

Cuca comemora gol do Santos contra o Boca. Foto: Fernanda Luz/Estadão Conteúdo
Cuca comemora gol do Santos contra o Boca. Foto: Fernanda Luz/Estadão Conteúdo| ESTADÃO CONTEÚDO

Dos quatro semifinalistas da Libertadores, ninguém jogou mais do que o Santos, melhor do que o Boca na Bombonera e amplamente superior na Vila Belmiro, onde fez 3 a 0. O Palmeiras foi estrategicamente perfeito contra o River Plate fora de casa, mas a atuação na volta foi medonha.

Favorito na final do dia 30, no Maracanã? Em jogo único entre duas equipes que se conhecem bem, não é possível ver assim. Os alviverdes têm mais elenco, os santistas mais time, conjunto. Mas os comandados de Cuca chegam à decisão emocionalmente muito fortalecidos.

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