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Tensão pura na rodada do Brasileirão para o Trio de Ferro

Rafinha, rodada do Brasileirão
Nesta tensa rodada do Brasileirão, o Coritiba confia em Rafinha.| Foto: Divulgação/CFC
  • PorCristian Toledo
  • 04/12/2020 07:06

Três jogos de dificuldade, responsabilidade e tensão na rodada do Brasileirão. É o que teremos com Ponte Preta x Paraná, Fluminense x Athletico e Coritiba x Bragantino. Nossos representantes vivem momentos delicados na competição e precisam de vitórias. Claro que há quem esteja mais ou menos desesperado. Mas esse termo ainda se aplica ao Trio de Ferro, principalmente porque a zona de rebaixamento ainda está perto - ou é uma realidade.

Coritiba: a obrigação

O jogo do Coritiba contra o Bragantino, sábado (5), às 21h, no Couto Pereira, é o mais importante do ano até agora. Em péssima fase, com comissão técnica pressionada e a uma semana da eleição presidencial, o Coxa precisa vencer para iniciar a luta para sair da degola nesta rodada do Brasileirão. O técnico Rodrigo Santana deve montar o time mais experiente possível, com Wilson, Rhodolfo, Rafinha, Ricardo Oliveira e Giovanni Augusto (este se conseguir recuperar de lesão).

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A medida faz sentido, porque estes jogadores precisam assumir a responsabilidade de tirar o Coritiba da zona de rebaixamento. Só que será preciso jogar muito mais do que o time vem jogando. Ainda mais diante de um Bragantino que melhorou seu rendimento e tem Claudinho em ótima fase - inclusive coloquei ele na lista dos melhores do mês na eleição da CBF. Derrotar o Massa Bruta será muito, mas muito complicado. Mas o Coxa não pode nem pensar em outra coisa que não seja a vitória.

Athletico: o recomeço

As partidas contra o River Plate passaram, mas deram força para os jogadores do Athletico e para Paulo Autuori. Mesmo eliminado, o Furacão mostrou um espírito de competição que deve garanti-lo na Série A do ano que vem sem sustos. Mas não adianta nada eu dizer isso se não se confirmar em campo. E tem que ser a partir deste sábado, às 19h, contra o Fluminense, no Maracanã. É o recomeço de uma trajetória de recuperação - que foi interrompida pela Libertadores e pela covid-19.

Thiago Heleno foi um monstro nas partidas contra o River. Foto: Albari Rosa/Foto Digital
Thiago Heleno foi um monstro nas partidas contra o River. Foto: Albari Rosa/Foto Digital| Albari Rosa / Foto Digital

As quatro vitórias seguidas deram ao Rubro-Negro uma posição bem mais tranquila na classificação, mas bastou perder para o Palmeiras na última rodada do Brasileirão que a ZR voltou a ficar mais perto que o G6. Por isso, mesmo fora de casa e diante de um time da parte de cima da tabela, o Athletico precisa buscar o resultado. Bem armado por Odair Hellmann, o Fluminense é um time complicado de se enfrentar, mas tecnicamente equivale ao Furacão. E se as equipes se equivalem, dá pra ganhar.

Paraná: rodada do Brasileirão e de transição

Nesta sexta-feira (3), o Paraná Clube vai a Campinas enfrentar a irregular Ponte Preta. O gráfico que você tá vendo abaixo mostra o caminho do time nesta Série B. A curva descendente impressiona, e se acentuou após a troca de Allan Aal por Rogério Micale.

O novo treinador, Gilmar dal Pozzo, tem várias tarefas pelo caminho. A primeira delas é tentar resgatar o elenco, que se sentiu traído pela troca de treinador e não se adaptou ao estilo de Micale. Apesar das notórias carências, o time pode jogar muito mais do que está jogando. Jean Victor, Jhony, Higor Meritão, Renan Bressan e Andrey já renderam muito mais e nesta Segundona. Precisam agora de um time organizado para melhorarem.

Gilmar dal Pozzo começa a trabalhar no sábado (5). Antes, acompanha Ponte x Paraná. Foto: Caio Falcão/CNC
Gilmar dal Pozzo começa a trabalhar no sábado (5). Antes, acompanha Ponte x Paraná. Foto: Caio Falcão/CNC

Gosto do perfil de Gilmar pra esse momento paranista. É preciso arrumar a defesa, e ele sabe fazer isso. Mas o novo técnico precisa de apoio nessa transição - que a rigor começa com a observação dele deste jogo com a Ponte, complicado porque a Macaca está perto do G4 e quer dar agora o salto que o Tricolor sonhava há algumas rodadas. Hoje, a realidade é bem diferente. E por culpa de quem manda no clube.

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