Com 48 seleções participantes não se poderia esperar grande coisa, sob o ponto de vista técnico, desta Copa do Mundo. Entretanto, diversos times se superaram, demonstraram ter evoluído em todo os sentidos e surpreenderam com boas atuações, especialmente os países africanos.
Sinal claro de que o futebol mudou mesmo nos últimos vinte anos e cada vez mais haverá espaço para novos pretendentes ao sucesso, sem esquecer da estagnação técnica dos três maiores vencedores – Brasil, Itália e Alemanha – que decepcionaram os seus torcedores. A Itália, então, purgou a terceira Copa consecutiva sem conseguir a classificação na fase das eliminatórias.
O lado negativo do torneio tem sido algumas arbitragens e até mesmo as decisões do VAR, que desagradaram muita gente. Acontece que a Fifa promoveu algumas interpretações diferentes, que tiveram pouca divulgação nas regras de determinados lances. Mas depois do cancelamento do cartão vermelho do jogador dos Estados Unidos por motivos políticos a Fifa sujou o seu nome definitivamente.
As semifinais da Copa do Mundo empolgam pelo padrão técnico das seleções classificadas. Serão três países latinos – França, Espanha e Argentina – e a Inglaterra, que há muito tempo não apresentava uma equipe tão forte e com espírito de competidor.
França e Espanha abrem a disputa em jogo carregado de tradição, equilíbrio e, sobretudo, rivalidade. O time francês apresentou melhor rendimento até aqui, basicamente porque o treinador Didier Deschamps conseguiu manter a base que faz sucesso pelo terceiro mundial consecutivo, com destaque aos craques Mbappé e Dembelé, muito acima da média da maioria dos jogadores em atividade.
A Espanha vem buscando encontrar o melhor caminho há anos e, agora, o técnico Luis de la Fuente mesclou jogadores experientes com mais jovens, se bem que a revelação Yamal continua devendo melhores exibições. Inglaterra e Argentina saíram de quartas-de-final sofridas diante de Noruega e Suíça, respectivamente.
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Os suíços reclamaram muito da arbitragem pela expulsão do jogador Embolo, em mais uma daquelas interpretações novidadeiras criadas pelo setor de arbitragem da Fifa. O treinador suíço, Murat Yakin, não poupou críticas ao apitador de campo e aos observadores do VAR.
A realidade técnica é que a Argentina encontrou grandes dificuldades e o próprio treinador Lionel Scaloni reconheceu que a equipe necessita melhorar no confronto com os ingleses, que por sua vez, também sofreram para superar a Noruega de Haaland, que sentiu desconforto muscular e foi substituído antes do final da partida.
O eficiente meia Bellingham decidiu com dois gols, em jogo que o goleador Kane passou sem ir as redes adversárias.
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