Após o anunciado fracasso da seleção brasileira na sexta Copa do Mundo consecutiva, apesar da semifinal em 2014, que resultou no humilhante e perturbador 7 a 1 da Alemanha, chegamos às quartas de final deste Mundial.
O anunciado fracasso desenvolveu-se, como tem acontecido com regularidade na administração da CBF nos últimos vinte anos, com o insano troca-troca de presidentes, escândalos, falsos comprometimentos e gestões desastrosas, com destaque ao irresponsável numero de técnicos que dirigiram o time nacional nos últimos quatro anos.
Optou-se pelo conceituado italiano Carlo Ancelotti, campeão pelas equipes em que atuou no continente europeu, mas que se revelou desconhecedor dos jogadores que atuam no país, optou por convocar aqueles que jogam no exterior, curvou-se diante da pressão para convocar o combalido Neymar, aceitou participar do circo armado no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, com direito a torcida organizada para apoiar a inclusão de Neymar.
Nunca vi uma sessão de convocação da seleção brasileira tão ridícula.
Sem definir o onze titular e muito menos o estilo de jogo, o escrete pentacampeão foi para o gramado e encontrou algumas dificuldades, se bem que, pelo nível técnico do torneio, dava para passar pela Noruega não fosse o pênalti desperdiçado por Bruno Guimarães e o gol imperdível, mas perdido, por Endrick. Se o Brasil saísse na frente a Noruega não teria força para virar o placar.
Agora, vemos o futebol europeu predominante nas quartas de final da Copa do Mundo, apesar das ausências das grandes campeãs Italia e Alemanha, que fecham com o Brasil o trio de maiores ganhadores que vem decepcionando nos últimos anos.
França, Espanha, Bélgica, Noruega, Inglaterra e Suíça representam o Velho Continente, com Argentina único representante sobrevivente da América e Marrocos que, orgulhosamente, inclui a África neste momento mágico do futebol.
O confronto entre França, a grande favorita sob o ponto de vista técnico, e o surpreendente Marrocos, que já foi bem no Mundial passado, promete ser um grande jogo.
A Espanha ficou devendo melhores exibições e a Bélgica mostrou muita força coletiva; a Inglaterra surge com leve favoritismo sobre a Noruega e a Argentina, com sua Messi dependência, tem tudo para eliminar a Suiça.
Vamos conferir, afinal futebol ainda se decide no campo. Ou não, senhor Gianni Infantino, que se curvou diante do presidente Donald Trump, no incrível caso do cartão vermelho do jogador americano que foi cancelado pela Fifa.
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