Há muito tempo observamos a decadência moral e ética da política mundial de forma geral, com líderes extremamente vaidosos, egoístas, incapazes e exibicionistas disputando espaço com ditadores cruéis e imbecis, como tantos que marcaram a triste história da humanidade ao longo dos séculos.

Mas não esperávamos que esse reprovável comportamento invadisse o nosso querido e sagrado espaço futebolístico. No entanto, isso aconteceu, lamentavelmente. E não estou falando exclusivamente dos escândalos que marcaram as últimas gestões da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) ou da própria Fifa, mas do fato de a visão mercantilista ter tomado conta do maior torneio do planeta.

A Copa do Mundo em disputa amplia as possibilidades de surpresas e revela um interesse econômico ainda maior em torno da competição.

Comecemos pelas transmissões televisivas dos jogos, que se tornaram diferentes para o público a partir desta Copa do Mundo, com a migração dos tradicionais canais para outras plataformas. Literalmente, fomos obrigados a mudar de canal, caso queiramos acompanhar todas as partidas.

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Iniciou-se também uma discussão em torno das paradas para hidratação, que mais parecem intervalos comerciais para a televisão e outras plataformas digitais do que uma preocupação efetiva com a sede dos jogadores. Além disso, essas interrupções acabam atrapalhando o ritmo da partida, transformando o jogo em quatro tempos, uma mudança considerada inconveniente por muitos treinadores, que já se manifestaram sobre o assunto.

Diante dos novos tempos, merece registro a evolução do futebol africano, não apenas por meio de suas seleções nacionais, mas, principalmente, pela quantidade de jogadores daquele continente que defendem as tradicionais seleções europeias, com grande destaque físico e técnico.

Ancelotti recoloca o Brasil no caminho certo na Copa do Mundo

Carlo Ancelotti observa a partida sentado no banco de reservas durante jogo da Seleção Brasileira.
Carlo Ancelotti durante partida da Seleção Brasileira. Foto: Danilo Fernandes/Fotoarena/Sipa USA.

Quanto a nós, resta a expectativa de uma nova jornada de superação da Seleção Brasileira no próximo compromisso, diante da Noruega, equipe que não possui grande tradição em Copas do Mundo, mas conta com bons jogadores, especialmente o atacante Haaland.

Como a seleção brasileira evoluiu durante a competição, apesar de algumas convocações equivocadas, e conquistou três vitórias em quatro partidas, com diversos jogadores surpreendendo pelo rendimento técnico e pela conscientização da responsabilidade coletiva que representa defender a tradição do pentacampeonato, acredito que ela poderá seguir em frente.

Claro que não podemos deixar de ressaltar o trabalho do técnico Carlo Ancelotti, que deu um padrão de jogo a uma equipe completamente desorganizada na fase preparatória, por culpa dos incapazes que dirigem a CBF nas últimas décadas, e conseguiu extrair o máximo de cada jogador que entrou em campo nos Estados Unidos.

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