A Fifa promoveu tantas novidades para a Copa do Mundo que seria em três países, mas acabou tendo quase todos os jogos nos Estados Unidos, já que Canadá e México foram solenemente desprezados pelo presidente Gianni Infantino e sua discutível política administrativa, que no rescaldo vemos arbitragens e jogadores sendo contestados.
No campo da arbitragem, para alguns, as inovações aplicadas pela International Board – órgão que cuida das regras do futebol na Fifa – foram positivas, para muitos, nem tanto. Pelo jeito a CBF gostou tanto que vai colocar em prática algumas dessas novidades ainda no Campeonato Brasileiro em andamento.
O espírito da iniciativa parece positivo, afinal objetiva aumentar a circulação da bola nos jogos, já que, lamentavelmente, a queda de qualidade técnica do futebol nos últimos anos parece ser unanimidade, até mesmo dos torcedores mais fanáticos que não gostam de desperdiçar os seus valiosos neurônios com teorias ou análises mais profundas.
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Acontece que, estatisticamente, recebemos a informação de que a bola rola apenas 50 por cento em cada partida já que as paralisações, ceras dos goleiros, demoras nas formações de barreiras, cobranças de lances com a bola parada e outros fatores praticamente reduziram os 90 minutos de jogo pela metade.
Bem, basta verificar os jogos da Série A do Campeonato Brasileiro para constatar a chatice em que a maioria se transformou.
Claro que o nível técnico dos árbitros é sofrível, tanto que apelam a todo momento para longas e cansativas consultas ao VAR. Aliás, o italiano Roberto Rosetti, chefe de arbitragem da UEFA, está propondo que os apitadores voltem a tomar as suas interpretações da regra e decisões sem consultar o VAR a toda hora.
Se o pouco tempo de bola rolando está contrariando a maioria, tem a ver, também, com o com o comportamento dos jogadores que se tornaram muito ricos, excessivamente badalados por torcedores e patrocinadores, com pouco vínculo com as tradições dos clubes, já que pertencem aos seus empresários e agentes, portanto autossuficientes e com atitudes e reações que, lamentavelmente, nos levam a ter muita saudade dos tempos dourados em que todos vestiam a camisa do time com respeito e jogavam bola sem exibicionismo.
Em resumo, se não mudar, o futebol vai se tornar um esporte mal jogado, chato e com menor número de aficionados, afinal fanatismo e paixão têm limite.
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