A Seleção Brasileira foi eliminada nas oitavas de final da Copa do Mundo disputada nos Estados Unidos, Canadá e México, com os anfitriões servindo apenas como cenário do espetáculo, pela mediana equipe da Noruega. A principal razão foi ter apresentado um time apenas regular, muito motivado, diga-se de passagem, mas sem intensidade tática e técnica.
Por mais que o técnico Carlo Ancelotti tenha se esforçado, trabalhado e conversado com os jogadores durante os dias em que permaneceu no centro de treinamentos, em Nova Jersey, não conseguiu lhes transmitir as condições básicas do futebol que, apesar de ter sido corroído pelo dinheiro e pelos interesses comerciais dos patrocinadores nas últimas três décadas, continuam sendo simples: talento, preparo, motivação e execução. O popular “simples para quem sabe”.
Não foi à toa que conquistamos cinco títulos mundiais com gênios da bola como Pelé, Garrincha, Didi, Tostão, Rivellino, Romário, Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho. Em contrapartida, acumulamos seis Copas de desilusões com jogadores de pouco talento, despreparo, a cobrança de pênalti de Bruno Guimarães foi ridícula, motivação quase inexistente sob o comando do “craque” Vinicius Junior e a participação de Neymar, um ex-atleta convocado, na visão do autor, pelos patrocinadores, que converteu um pênalti quando a derrota já estava consolidada.
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Seleção brasileira enterra o hexacampeonato
O jogo começou com um gol anulado da Noruega e uma penalidade máxima desperdiçada por Bruno Guimarães. Qualquer amador sabe que não se deve apenas colocar a bola no canto em uma cobrança de pênalti, mas bater com força, no alto ou no centro do gol. Mas como explicar isso a jogadores que ganham milhões e não sabem cobrar pênaltis, muito menos faltas? Meu Deus, quanta mediocridade de atletas que não sabem finalizar. Alô, Endrick, que gol você perdeu, como diria um amigo meu de Florianópolis.
Carlo Ancelotti tentou mudar o panorama, mas não conseguiu. Convocou mal e teve poucas alternativas para salvar a lavoura. Casemiro desperdiçou mais uma oportunidade quando o placar já apontava 1 a 0 para a Noruega, após gol de Haaland. O atacante ainda marcou mais uma vez, enterrando o sonho do hexacampeonato por mais quatro anos.
No fim, o combalido Neymar marcou um gol de pênalti, para alegria de seus patrocinadores. A Seleção Brasileira despediu-se da Copa do Mundo apresentando um futebol sem consistência técnica.
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