Torna-se imprescindível fazer uma ligação entre os dois jogos que antecederam o desastre vivido pelo Coritiba na partida contra o Vasco, em São Januário. Afinal, há muito tempo o time não sofria uma goleada tão expressiva.
Por isso, voltemos à derrota de virada para o Mirassol, dentro do Alto da Glória, com péssima atuação da zaga alviverde, e ao empate com o Athletico, também dentro do Alto da Glória, mas com sabor de vitória pelas circunstâncias e, sobretudo, pela intensa e centenária rivalidade entre os contendores.
Deixemos de lado o surpreendente tropeço diante do Mirassol e fiquemos apenas com o Atletiba para tentar estabelecer uma ligação com o vexame na partida contra o Vasco. Acontece que o Coxa perdia por 3 a 1 para o Furacão quando a zaga atleticana marcou uma bobeira inimaginável e cedeu dois gols, assinalados pelo zagueiro Rodrigo Moledo, de cabeça, nos acréscimos. Pronto: explosão justa e compreensível, pois a derrota virou empate, com o doce sabor de superação e triunfo.
Do heróico Atletiba ao pesadelo em São Januário
Após comemorar ruidosamente o empate no clássico, o Coritiba foi massacrado pelo Vasco.
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Por quê? Simplesmente porque, além dos desfalques de Chermont e Jacy, lesionados, e de Breno Lopes, suspenso, o técnico Fernando Seabra não conseguiu estruturar a equipe, que acabou triturada pelos vascaínos.
Há quatro meses invicto como visitante e reconhecidamente um adversário perigoso nos contra-ataques, o Vasco tomou as providências necessárias. Afinal, flerta com a zona de rebaixamento na classificação do Campeonato Brasileiro e pretendia evitar qualquer surpresa em São Januário. Deu-se bem com uma tabelinha em plena grande área adversária, com a bola sobrando para Colidio, que concluiu com sucesso.
Depois, o goleiro Pedro Morisco sofreu mais quatro gols, sem nenhuma falha individual. Defendeu seis bolas difíceis e viu duas baterem na sua trave. Um pesadelo, sem dúvida.
E o time coxa-branca não teve atitude e muito menos reação para, pelo menos, tentar diminuir a diferença no placar.
Carneiro Neto – leia o perfil completo
Antônio Carlos Carneiro Neto é um dos nomes mais importantes da imprensa esportiva do Paraná. Nascido em Wenceslau Braz em 7 de julho de 1948 e criado em Guarapuava, começou como repórter de rádio e jornal em Ponta Grossa, em 1964, e chegou a Curitiba no ano seguinte para estudar — formando-se, tempos depois, em Direito.
Ao longo de décadas, passou por todas as emissoras de rádio e televisão da capital como repórter, narrador e comentarista, além de assinar colunas diárias na Gazeta do Povo. Foi também o criador dos prefixos da Banda B e da CBN, no fim dos anos 1990.
Escritor de oito livros, emplacou best-sellers como “Atletiba — A Paixão das Multidões” (1994) e “É Disso Que o Povo Gosta” (2019). Em 2016, foi eleito para a Academia Paranaense de Letras, tornando-se imortal.
Atleticano assumido, participou da história do clube nos mais diversos momentos. Hoje, segue em atividade no podcast Carneiro & Mafuz, sucesso de audiência – provando que, como ele mesmo diria, é um privilégio ser contemporâneo de Carneiro Neto. Clique aqui para ler todas as colunas de Carneiro Neto.