A dupla Atletiba cumpre campanha considerada boa no Campeonato Brasileiro, não só por estar incluída na primeira página da classificação há muitas rodadas, mas também pelo fato de ter subido da Série B na temporada passada.

Só que, nos ecos do empate no clássico Atletiba, aumentam os desafios na próxima rodada.

O Coritiba vinha de uma sequência de vitórias e empates até ser surpreendido pelo Mirassol, que virou o placar no Alto da Glória e levou o time de Fernando Seabra a um jogo tenso com seu mais tradicional adversário, em um gramado alagado e castigado pela chuva intensa.

A intensidade emocional aumentou consideravelmente com o resultado de 3 a 1 para o Athletico, o que levaria o Coxa a mais um fracasso como mandante. Mas a substituição do atacante Viveros, que, além de ter assinalado o terceiro gol, estava se impondo fisicamente e praticamente segurando a zaga coxa-branca, levou o treinador a soltar as amarras e partir para o tudo ou nada.

A estratégia culminou com os dois gols salvadores, nos acréscimos do segundo tempo, marcados pelo zagueiro Rodrigo Moledo.

Agora, como tem sido um visitante incômodo, o Coritiba leva a esperança da sua torcida para o confronto com o Vasco da Gama, no Rio de Janeiro.

Athletico tem motivos de sobra para ligar o sinal de alerta

O Athletico cumpria uma campanha admirável, firmando-se na terceira colocação, atrás apenas de Flamengo e Palmeiras, que se revezam na liderança. Mas começou a desperdiçar pontos dentro da Arena da Baixada, culminando com nove gols sofridos nas últimas três partidas sem vitória.

Consequentemente, o Furacão permitiu que o Bahia o igualasse na soma de pontos e, coincidentemente, as equipes decidirão o posto no jogo programado para domingo.

Odair Hellmann, técnico do Athletico, durante partida do Campeonato Brasileiro
Odair Hellmann terá que fazer mudanças no Athletico para o duelo contra o Bahia. Foto: Pedro Vale/Sports Press Photo/SPP/IconSport.

Só que, além do abalo emocional deixado após o Coritiba ter empatado nos instantes derradeiros do grande clássico, o técnico Odair Hellmann não poderá contar com três jogadores titulares importantíssimos: o lateral-direito Benavidez, que se lesionou, e o meia João Cruz e o artilheiro do campeonato, Viveros, punidos com o terceiro cartão amarelo.

Aguarda-se, agora, o comportamento da equipe ao voltar a jogar na Arena da Baixada, diante do calor da frenética torcida atleticana.

Carneiro Neto – leia o perfil completo

Antônio Carlos Carneiro Neto é um dos nomes mais importantes da imprensa esportiva do Paraná. Nascido em Wenceslau Braz em 7 de julho de 1948 e criado em Guarapuava, começou como repórter de rádio e jornal em Ponta Grossa, em 1964, e chegou a Curitiba no ano seguinte para estudar — formando-se, tempos depois, em Direito.

Ao longo de décadas, passou por todas as emissoras de rádio e televisão da capital como repórter, narrador e comentarista, além de assinar colunas diárias na Gazeta do Povo. Foi também o criador dos prefixos da Banda B e da CBN, no fim dos anos 1990.

Escritor de oito livros, emplacou best-sellers como “Atletiba — A Paixão das Multidões” (1994) e “É Disso Que o Povo Gosta” (2019). Em 2016, foi eleito para a Academia Paranaense de Letras, tornando-se imortal.

Atleticano assumido, participou da história do clube nos mais diversos momentos. Hoje, segue em atividade no podcast Carneiro & Mafuz, sucesso de audiência – provando que, como ele mesmo diria, é um privilégio ser contemporâneo de Carneiro Neto. Clique aqui para ler todas as colunas de Carneiro Neto.

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