Na fria manhã do inverno curitibano, o Coritiba foi muito complacente e acabou derrotado pelo Mirassol, voltando a decepcionar sua fiel torcida no Alto da Glória.
Parece que é um problema recorrente do novo e mal futebol praticado pelos jogadores brasileiros dos últimos anos, não tentar se impor ao adversário, mesmo como mandante, e permitir que ele crie coragem para buscar o gol e criar situações difíceis de serem contornadas.
Por mais que o técnico Fernando Seabra tenha armado bem o time, poupando Josué no início, que ainda não está no melhor da sua forma física depois de ter se machucado, com Thiago Santos, Fabinho e Sebastián Gómez na composição do meio de campo, nada funcionou.
O time apático pouco criou, com os atacantes Lavega, Pedro Rocha e Breno Lopes sem objetividade, para não dizer algo mais constrangedor. O Mirassol quebrou o galho no primeiro tempo dentro das suas limitações e segurou o zero a zero.
Mas Jacy evitou o gol se lesionando no lance, seguindo em frente na base da raça até ser substituido. Reinaldo acertou a trave do goleiro Pedro Morisco e nada do Coxa reagir. Parecia que o time entrou em campo com aquela ideia de que tudo se resolveria ao natural.
Até que Pedro Rocha aproveitou bem o passe e abriu a contagem, mas a alegria durou pouco, pois o Mirassol empatou e virou a contagem. Jacy e JP Chermont saíram lesionados e são dúvidas para o próximo jogo, novamente em casa, daí frente ao Athletico.
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Por falar em Athletico, muito dispersivo, também foi derrotado pelo Cruzeiro, no Mineirão, quebrando um saudável período de invencibilidade que alimentou sonhos maiores do torcedor. Doce ilusão.
Mycael substituiu o veterano Santos na meta, defendeu um pênalti, cometeu um pênalti, mas saiu-se bem no geral. O problema foi a falta de personalidade da equipe, além é claro da sucessão de chances desperdiçadas antes de o Cruzeiro abrir a contagem com gol de Matheus Pereira de cabeça, após cruzamento de Gerson. Como joga esse Gerson! Alô Zapelli, Portilla e outros pretendentes a jogar na meia-cancha, assistam mais jogos do Gerson.
João Cruz marcou um golaço no empate atleticano, Viveros foi caçado pelos zagueiros adversários com o olhar de paisagem da árbitra que inventou uma penalidade máxima inexistente de Luiz Gustavo, depois defendida por Mycael. Aliás, o VAR, como quase sempre incompetente na arbitragem brasileira, confirmou o pênalti mesmo todo mundo vendo que Matheus Pereira tropeçou no próprio pé e ainda por cima fora da grande área. Meus sais, por favor!
Carneiro Neto – leia o perfil completo
Antônio Carlos Carneiro Neto é um dos nomes mais importantes da imprensa esportiva do Paraná. Nascido em Wenceslau Braz em 7 de julho de 1948 e criado em Guarapuava, começou como repórter de rádio e jornal em Ponta Grossa, em 1964, e chegou a Curitiba no ano seguinte para estudar — formando-se, tempos depois, em Direito.
Ao longo de décadas, passou por todas as emissoras de rádio e televisão da capital como repórter, narrador e comentarista, além de assinar colunas diárias na Gazeta do Povo. Foi também o criador dos prefixos da Banda B e da CBN, no fim dos anos 1990.
Escritor de oito livros, emplacou best-sellers como “Atletiba — A Paixão das Multidões” (1994) e “É Disso Que o Povo Gosta” (2019). Em 2016, foi eleito para a Academia Paranaense de Letras, tornando-se imortal.
Atleticano assumido, participou da história do clube nos mais diversos momentos. Hoje, segue em atividade no podcast Carneiro & Mafuz, sucesso de audiência – provando que, como ele mesmo diria, é um privilégio ser contemporâneo de Carneiro Neto. Clique aqui para ler todas as colunas de Carneiro Neto.
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