Após uma boa sequência invicta no Campeonato Brasileiro, o Athletico sofreu um choque de realidade ao ser abatido pelo Cruzeiro, no Mineirão, no qual o time de Odair Hellmann simplesmente não funcionou.

A derrota só não foi mais chocante para o torcedor do que a goleada sofrida para o Vitória, na eliminação da Copa do Brasil, porque não houve falhas individuais salientes como aconteceu com o goleiro Santos na Bahia.

Desta feita o goleiro substituto Mycael saiu-se bem, inclusive defendendo uma penalidade máxima e praticando outras defesas importantes, diante da superioridade técnica do Cruzeiro.

O drama atleticano foi coletivo pois a zaga voltou a falhar nos lances de gol, o meio de campo não funcionou e afundou de vez com as substituições processadas para o segundo tempo. No ataque pouca ação, pois Viveros apresentou rendimento abaixo do esperado e submeteu-se à dura marcação recebida. Restou, como consolo, o golaço de João Cruz.

Coritiba perde com zagueiros batendo cabeça

O mesmo aconteceu com o Coritiba que vinha de bons resultados, tanto como mandante quanto como visitante, até que sofreu uma virada inesperada do Mirassol. Tudo porque o meia Josué, que vinha de recuperação física, foi poupado no primeiro tempo e pouco contribuiu quando chamado pelo técnico Fernando Seabra na fase mais complicada do jogo.

Claro que os zagueiros bateram cabeça nos dois gols do Mirassol, mas com o retorno de Tiago Cóser e a reabilitação física de Jacy, que deixou o campo lesionado, as coisas devem voltar ao normal no rígido sistema defensivo coxa-branca.

Jacy vem jogando no sacrifício no time de Fernando Seabra. Foto: Geraldo Bubniak/ZUMA Press Wire/Alamy/IconSport

De qualquer forma, o clássico poderia estar recheado de pontos de exclamação e exaltação coletiva e individual às duas equipes, mas com os fracassos da última rodada passou a ser um clássico com pontos de interrogação. Só mesmo com a bola rolando é que poderemos promover avaliações no comportamento dos times.

Assim, a dupla Atletiba vai ao clássico tentando manter-se na zona de conforto na classificação do Campeonato Brasileiro, de olho em vagas na Libertadores ou Sul-Americana, nada mais do que isso, que já não é pouca coisa.

Carneiro Neto – leia o perfil completo

Antônio Carlos Carneiro Neto é um dos nomes mais importantes da imprensa esportiva do Paraná. Nascido em Wenceslau Braz em 7 de julho de 1948 e criado em Guarapuava, começou como repórter de rádio e jornal em Ponta Grossa, em 1964, e chegou a Curitiba no ano seguinte para estudar — formando-se, tempos depois, em Direito.

Ao longo de décadas, passou por todas as emissoras de rádio e televisão da capital como repórter, narrador e comentarista, além de assinar colunas diárias na Gazeta do Povo. Foi também o criador dos prefixos da Banda B e da CBN, no fim dos anos 1990.

Escritor de oito livros, emplacou best-sellers como “Atletiba — A Paixão das Multidões” (1994) e “É Disso Que o Povo Gosta” (2019). Em 2016, foi eleito para a Academia Paranaense de Letras, tornando-se imortal.

Atleticano assumido, participou da história do clube nos mais diversos momentos. Hoje, segue em atividade no podcast Carneiro & Mafuz, sucesso de audiência – provando que, como ele mesmo diria, é um privilégio ser contemporâneo de Carneiro Neto. Clique aqui para ler todas as colunas de Carneiro Neto.

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