Nos áureos tempos do futebol brasileiro, com a revelação de grandes craques, verdadeiros artistas da bola, o pentacampeonato mundial e, consequentemente, campanhas empolgantes mesmo nas derrotas, como nas Copas de 1982, na Espanha, e de 1998, na França, as coisas pareciam mais simples.

Agora, usando e abusando de patrocinadores fortes, muita tecnologia, excesso de vaidade e politicagem escancarada, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) promoveu um autêntico circo em torno dos jogadores e da comissão técnica. Tudo muito bem calculado, acompanhado de perto pela mídia e cercado de badalação por todos os lados.

Resta saber qual será o resultado, mesmo que alguns gozadores estejam dizendo que o hexa virá de qualquer jeito: seja como hexacampeão, seja como um “hexa” de fracassos nas últimas seis Copas realizadas. A conferir.

O que importa mesmo é o fato de que a Seleção Brasileira viajou embalada pelo sonho do hexa após a goleada sobre o Panamá. Ah, o adversário era fraco? Pouco importa. O que vale é que o técnico Carlo Ancelotti conseguiu promover suas escolhas, testar alternativas e, pelo que declarou após o jogo no Maracanã, gostou do que viu.

Isso não deixa de ser um alento, pois, no próximo amistoso, contra o Egito, nos Estados Unidos, ele poderá tirar as últimas dúvidas. A principal delas passou a ser a troca do esquema com dois armadores e quatro atacantes por uma formação com três armadores e três atacantes, já que Danilo e Paquetá jogaram bem quando entraram em campo. Assim como Rayan, Fabinho, Endrick e Igor Thiago também deixaram boa impressão.

Neymar segue como uma das principais expectativas da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo.
Neymar volta ao centro das atenções da Seleção Brasileira em meio à expectativa sobre seu desempenho com Carlo Ancelotti. Foto: Heuler Andrey/Dia Esportivo/Folhapress.

A defesa ainda necessita de ajustes e retoques, mas, no meio de campo, Casemiro e Bruno Guimarães parecem intocáveis. Além disso, permanece a expectativa em torno de Neymar: quando e como ele poderá justificar sua discutível convocação com boas atuações pela Seleção Brasileira.


As cartas estão na mesa. Carlo Ancelotti sempre soube embaralhá-las nos grandes clubes pelos quais passou, e a expectativa dos brasileiros é de otimismo e confiança.


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