Entrevistado pelo canal oficial, exaltado pelos portais e rádios, o treinador Odair Hellmann foi o personagem dos últimos dias, em Curitiba. Motivo: há um ano é treinador do Athletico.

Haveria um fundo de ironia, se o fato não fosse tão sério. Um ano deveria ser o tempo mínimo para um treinador construir a base de um time e executar as suas ideias de jogo.

Sem um projeto esportivo, porque esse não concilia com o único objetivo do seu presidente Mario Celso Petraglia, que é o de negócios, o futebol do Athletico vive do improviso.

O período de exceção foi na primeira vez que Paulo Autuori trabalhou no Furacão. Durante um ano, racionalizou todas as coisas, ordenou e executou as suas ideias, resultando na conquista dos títulos da Sul-Americana e da Copa do Brasil, com Tiago Nunes de treinador.

Entende-se, então, a opinião do ídolo Pablo ao portal Trétis: “O Athletico deve muito a Petraglia, mas, no futebol, deve muito mais a Paulo Autuori”.

Esse sistema que prioriza negócios, tornou impossível o trabalho do treinador durante um tempo razoável. É que do interesse negocial decorre o método especulativo de contratar jogadores que, no Athletico, raramente atende só o interesse associativo.

A permanência de Odair Hellmann nesse período de um ano, é uma conquista só do treinador. E a prova objetiva desse fato é que transformou o time da Segundona, no quinto colocado do Brasileirão.

As exceções das contratações de Mendoza, Luiz Gustavo e, em especial de Viveros, só ocorreram em razão da sua autoridade moral e capacidade, rompendo o sistema especulativo que fizera o Athletico que lhe entregara Raul, Habraão, Dudu, Falcão, Hayen Palacios, Velasco, Tobias Figueiredo e outros “menos famosos”.

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