Incapaz de fazer um gol em dois jogos contra o Atlético-GO, time da Série B, só restou ao Athletico recorrer ao goleiro Santos. Com a bola rolando e na decisão por pênaltis, ele praticou milagres que parecem inesgotáveis. E, assim como nas conquistas da Sul-Americana e da Copa do Brasil, empurrou o Furacão para as oitavas de final da Copa do Brasil de 2026.
A forma como esse avanço no torneio ocorreu, por obra única e exclusiva de Santos, não permite esconder a pobreza técnica deste time do Athletico. Em Goiânia, como ocorre em praticamente todos os jogos do Brasileirão, a equipe se sustentou apenas na disciplina tática imposta por Odair Hellmann.
Fora disso, quando depende da qualidade técnica, a regra é aumentar, a cada minuto de jogo, o risco do fracasso. Ainda mais agora, quando os jovens João Cruz e Dudu, embora tenham bons momentos, não são solução imediata para um meio-campo que empobrece o time.
E, como não é possível contar plenamente com Jadson, Portilla, Zapelli e o preguiçoso Mendoza, as bolas para Viveros passaram a ser lançamentos longos, às vezes verdadeiros chutões, vindos da defesa. O Athletico vira um time de fazenda.
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Agora, no domingo, na Arena da Baixada, o desafio será contra o Flamengo. E se o goleiro Santos jogar como um simples mortal, com o sagrado direito ao erro, como já aconteceu em 2026?
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