Vá em um psicológico e irá ouvir: “A raiz da infelicidade humana está na comparação”, pensamento do dinamarquês Soren Kierkegaard, usado como referência pela psicologia moderna.

Esse pensamento me foi transmitido não em caso específico, mas ao tratar de comparações entre pessoas, nas quais introduz-se o elemento da vaidade, da inveja e do desprezo.

Independente de noção psicológica, em regra, não gosto de comparações. No entanto, no futebol, o qual vivo intensamente, as comparações pressionadas pela rivalidade são inevitáveis para o colunista.

Jogado um terço do Brasileirão, já é possível comparar Athletico e Coritiba, que dominam o amor do povo da aldeia. O momento aponta para uma queda do Coxa e uma estabilização do Furacão. 

E é aí que surge a grande diferença: enquanto o Coritiba mostra tendência de queda sem revelar força de que ela tem caráter provisório, o Athletico estabiliza-se com 22 pontos e em quinto lugar no Brasileirão.

A variação da tendência de queda tem impacto mais negativo do que a variação do estágio estável. É que aquela que o Coritiba experimenta causa transtorno porque provoca o velho fantasma do rebaixamento.

E bem por isso, o jogo do Coritiba contra o Internacional, no Couto é bem mais importante para efeito de consequência futura do que o jogo do Athletico contra o Vasco, em São Januário.  

Uma derrota aqui colocará o Coxa na boca da zona de queda; uma derrota lá pouco irá alterar a colocação do Athletico para os objetivos singelos que ele propõe para a sua vida nesse Brasileirão. E mesmo que muitos não aceitem, há uma verdade eterna: a vida de um interessa ao outro.

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