Antes era só desconfiança, coisa irrelevante para quem não tem obrigação de adotar providências. Mas agora é certeza absoluta: o Coritiba chegou ao limite e, sem ter espaço para respirar, apitou.
A goleada sofrida em Salvador, por 4 a 1, para o Vitória, já era um fato programado pela soma dos fatos antecedentes. É que, quando um time consegue bons resultados jogando no limite de sua força técnica, física e emocional, o faz por um determinado tempo. Ir em frente assim é contra a natureza das coisas.
Pois programou-se para Salvador, ainda que contra o sofrível Vitória, a explosão da soma de todas as suas limitações. Sem Jacy, a defesa e o meio ficam perdidos. É que Jacy desempenha múltiplas funções, de defender e apoiar, permitindo que Sebastián Gómez não se limite à função de protetor da zaga.
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A ausência de Jacy abriu um buraco atrás, pelos lados e no meio, o que torna o fato inusitado, por ser ele apenas um excelente zagueiro. Isso quer dizer o seguinte: o sistema do professor acadêmico Fernando Seabra não é tão diversificado como se pensava. Bastou Jacy ficar de fora para tudo desmoronar. E, quando um zagueiro é obrigado a sair e o esquema incha, é sinal de que as coisas não eram como se pensava.
Os baianos Renê, Zé Vitor, Diego Tarzia e Erick construíram a goleada como se estivessem fazendo gols no Farol da Barra, caminho para o Barradão.
Resta saber se o que foi feito até aqui não foi uma vida mentida.
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