Oscar Schmidt escolheu as mãos para nos fazer pensantes e felizes. Jogando basquete, foi o maior dos brasileiros. Em qualquer do seu nível — do sorriso à seriedade, na quadra ou fora dela, provocava um prazer intimo ou coletivo nos brasileiros.

Às vezes penso, que a cesta três pontos foi introduzida no basquete só para os eleitos: Michael Jordan, Magic Johnson, Larry Bird, LeBron James e Oscar Schmidt.

Oscar foi nosso maior do basquete. Foi tão imenso que teve a capacidade de provocar uma controvérsia própria do futebol, aquela de fundo romântico, se anterior a ele, houve melhores.

A maior época do basquete brasileiro não foi com Oscar. Nos anos de 1959 e 1963, surgiu a geração de Wlamir Marques (Corinthians), Amaury Pasos (Sírio) e Algodão (Flamengo), que formou o maior Brasil de todos os tempos. Invencível ganhou o bicampeonato mundial de basquete contra os Estados Unidos e a ultra poderosa União Soviética.

Sem ser nacionalista, Oscar era um brasileiro puro como foi Ayrton Senna. Recusou fortuna dos americanos para ser fiel à seleção brasileira. Nunca foi mito. Ainda em vida, tornou-se lenda. É assim que se mede o exato tamanho da obra e do ser humano de um ídolo.

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