Entrou no avião da Leila e viajou até Salta, na Argentina. Em um ambiente agrícola e montanhoso, foi jogar com o Boca Juniors. Perdeu: 1×0. Sem Viveros, seu artilheiro, daria a camisa 9 para Marco Ruben, seu ídolo que devia estar por perto.

Para entregar o avião à Leila, retornou por Campinas e foi a Bragança Paulista. Lá jogou contra o Bragantino. Perdeu: 2×1.

E, assim, o Athletico terminou a sua aventura enquanto são disputadas as finais da Copa do Mundo, nos Estados Unidos. Na bagagem trouxe duas derrotas, talvez, vinhos das vinícolas de altitude de Cafayeate, em Salta, e uma certeza: o velho problema no meio campo continua.

O Furacão está indo mal nessa janela de contratação. Com o dinheiro na conta do chá, voltou ao mercado paralelo que oferece jogador barato, mas não necessariamente bom. 

Dele, vieram o veterano Gilberto, dispensado pelo Bahia, o zagueiro Dantas, que está suspenso por uso de cannabis como medicamento, e o atacante colombiano Jorge Rivaldo, tratado como “jogador do futuro”.

Dantas: novo zagueiro do Athletico chega suspenso por uso de cannabis como medicamento. (Foto: Luis Miguel Ferreira/Athletico)

Quer dizer: o Athletico contratou um lateral passado, um atacante do futuro e um zagueiro suspenso por doping. Para o meio campo, ninguém, esperando que algum dia Bruno Zapelli jogue como um “mago” como os argentinos o venderam

No entanto, Odair Helmann, o treinador, voltou e disse:

        – Está tudo bem, tudo ótimo!

Acabando a Copa, vai acabar o sossego dos apaixonados.

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