A questão é a seguinte: o Athletico oferecia como causa para não contratar a suspensão do seu direito de registro na FIFA, pelo caso Rony. Mas, agora que esse direito lhe foi devolvido, por que razão não contrata? Sem racionar com os fatos, os petralhistas poderão resmungar que os efeitos da punição da FIFA foram suspensos há 20 dias.

É, aí que surge o núcleo da questão. A suspensão do direito de registro não implicava na suspensão da obrigação de observar, negociar e até fechar negócios. Bastava condicioná-los à superação da ordem punitiva.

No entanto, só o lateral Marcinho foi contratado, sem exigir nenhum investimento. E, ainda, assim, indisponível por tempo indeterminado, por estar lesionado.

Para quem irá jogar a Sul-Americana a partir do próximo dia 20, é uma imprudência. Se há a ambição do Athletico de ganhar o bicampeonato, já não é imprudência. É omissão pura.

Resta saber o que motivou e está motivando essa carência de ações do Furacão em busca de reforços. É uma ordem restritiva de gastos imposta por Petraglia, ou é o convencimento de Paulo Autuori que com o atual grupo de jogadores será possível disputar o título?

Se for uma ordem de Petraglia, tem que respeitá-la. Presumo que o presidente sabe onde “o calo aperta”, para quem precisa resolver problemas mais importantes, com o da dívida da Baixada.

Se essa conduta parte de Paulo Autuori, há um risco perigoso. É que aquele no qual se confiou a formação de um time competitivo, pode falhar. E o único que não tem direito de errar nesse momento, é Autuori.

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