Pelo correto pretexto que precisava de um goleador, o Athletico contratou Matheus Babi. E não custou pouco: em circunstâncias normais pagar R$12 milhões por um jogador que ainda busca afirmação, não é pouca coisa. E pagar esse preço nessa época em que todas as fontes de renda estão reduzidas, é mais oneroso.

Quando o Furacão se expôs a pedido de Autuori a esse sacrifício financeiro, a sua torcida imaginou que estava contratando um goleador para solução imediata.

No entanto, aquele que é o jogador mais caro da história do clube, quando joga, é para completar o tempo. Nem mesmo tem frequência nos jogos do Estadual, nos quais o próprio clube afirma desinteresse.

O treinador Antonio Oliveira explicou que “Babi está em fase de adaptação”. Genérico, não explicou que espécie de adaptação. Presumo que um jogador que custa R$12 milhões, em plena atividade, aos 23 anos de idade, adapta-se a qualquer ambiente.

Se for um grande jogador, adapta-se a qualquer esquema e a qualquer time, em especial, quando este já está ordenado como é o caso do Athletico, segundo o diretor Autuori.

Quando escrevo que algumas coisas no Athletico são difíceis de entender, não o faço com o propósito de não querer compreendê-las. O faço porque o próprio clube cria e estimula dúvidas para não serem compreendidas.

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