Pela semifinal do Estadual, na Baixada, Athletico 1x1 FC Cascavel.

O empate, embora tenha comprometido o Furacão a ganhar o jogo em Cascavel, não é a questão fundamental. Entre muitos, é o menor dos problemas. Afinal, juntam-se Zé Ivaldo, Nicolas, Kayzer, Jáderson, Jadson, Canesin e Carlos Eduardo para jogarem sob o comando de António Oliveira, o que se tem é um motim técnico e tático em prejuízo ao tricampeão.

O treinador António Oliveira não dá trégua e esse o problema. Embora, presuma-se que não conheça a cultura brasileira, formou um Furacão inspirado no “Samba do crioulo-doido”, de Stanislaw Ponte Preta.

Lembram? Começa bem assim: “Foi em Diamantina//Onde nasceu JK//Que a Princesa Leopoldina//Arresolveu se casá//Mas Chica da Silva//Tinha outros pretendentes//E obrigou a princesa//A se casar com Tiradentes”.

Com o Furacão precisando ser ofensivo, escalou o meio campo com cinco jogadores. Erick, que é um segundo volante, foi jogar de volante; Jáderson, que é jogador, fixou-se na meia e atrás; Canesin, que não é nada, foi ocupar o lado por onde Khellven teria que avançar; e Jadson, coitado, fora de forma, sem saber o que fazer, errava passe de um centímetro. Como consequência, o Furacão não criou uma única jogada contra o goleiro Ricardo.

Mas, com António Oliveira, seguindo à risca o limite do pessimismo ditado pelos ingleses, nada está tão ruim que não possa piorar. Com Carlos Eduardo, o time recuou. Quando o Furacão precisou de atacantes, Oliveira trocou Kayzer por Mingotti, mantendo o vazio na área do adversário. E aos poucos, o time de Tcheco ganhou autoridade e foi mais agressivo.

Era um Furacão tão desorganizado que o gol de Erick (1x0), aos 47’ da etapa final, saiu “cedo demais”. É que era previsível diante do tétrico panorama que o Cascavel ainda iria criar a chance do empate. E então, Carlos Eduardo, que não fazia nada no ataque, recuou e fez o pênalti. Robinho, 1x1.

Uma coisa ninguém pode negar: António Oliveira se superou nesse jogo.

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