Já não há mais Atletiba como antigamente. Era um tempo que havia identidade entre jogador, clube e torcida. A rivalidade não limitada à história e à arquibancada, projetava-se para o campo. Para ilustrar, Sicupira, Alfredo Gottardi e Nilson, eram atleticanos; Hidalgo, Nilo e Cláudio Marques, coxas.
Mas, o Atletiba não perdeu e nunca perderá a graça. É que o seu simbolismo transformado em valor imaterial da sociedade curitibana, é imortal, daí, sempre haverá Atletiba.
Esse que será jogado neste sábado na Baixada, provoca no mínimo curiosidade. É que Athletico e Coritiba, ainda continuam com alguns reflexos da imagem da Segundona. É possível afirmar que ainda têm um “ranço” de Segundona. Irão jogar com novidades (o Coritiba, em especial), mas sem saber o que podem jogar.
O Coxa é um enigma maior. Formou, o que se dizia antigamente uma “colcha de retalhos”. Contratou Pedro Rocha, Tinga, William Oliveira e Fernando Sobral, que juntando-se a Maicon, Jacy, Josué, Rodrigo Moledo, Gabriel Leite, formam um grupo com a maior média de idade que jogará a Série A.
O Athletico desafia a si próprio e ao poderoso treinador Odair Hellmann, que manda no futebol do clube. Entendendo Benavídez, Terán, Arthur Dias e Dérik; Zapelli, Juan Portilla e Felipinho; Mendoza, Julimar e Renan Peixoto, é uma base forte. Sem Viveros, a base torna-se frágil, comum, de Segundona.
E, quem será o goleiro?
Santos está em baixa, Mycael, em alta.
Bem resumido, é um Atletiba que será jogado às escuras.
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