Só há uma explicação para o fato Paulo Autuori descer à sala de imprensa da Baixada e assumir o papel de responsável pela goleada (4 a 0) sofrida pelo Athletico para o Operário: dor de consciência como diretor técnico de futebol.

Por sua capacidade em tratar do futebol, Autuori está convencido de que é um equívoco a sua decisão de submeter o time sub-20 (“aspirante” é uma fantasia) às picadas de todas as espécies que vivem nessa selva que é o Estadual. Doeu-lhe a consciência, porque sabe que poderia e, agora, com certeza fará, mandar escalar três ou quatro jogadores do primeiro time para compensar a inexperiência dos jovens.

Mas não é só esse fato que motivou o ato de Paulo Autuori. A dor de consciência se revelou objetivamente em razão da figura do treinador Bruno Lazaroni, que veio por sua conta em risco por ser filho de um amigo (Sebastião Lazaroni).

Ao aparecer para assumir a responsabilidade, Autuori quis proteger Lazaroni, sabendo que esse não teria condições de explicar tantos erros que vem praticando no comando técnico do Furacão.  Não se trata de perder de 4 a 0, mas de perder os três jogos que comandou o time.

Autuori quis defender a irrelevância do Estadual e a prioridade da Sul-Americana. Não precisava, pois os atleticanos são inteligentes para saber o que é prioritário. Foi infeliz quando afirmou que “a responsabilidade é minha”, pois não se está procurando responsáveis, mas, apenas fazendo críticas dos fatos presentes.

Autuori não precisa de conselhos, mas afirmar que “a responsabilidade é minha” soa como uma provocação. No futebol é linguagem de arbítrio. O Athletico já tem um responsável eterno para o muito que é excelente, e para o pouco que é ruim: Mario Celso Petraglia. O Athletico não precisa de responsáveis eventuais.

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