Renato Follador chegou prometendo revolução no Coritiba. Banca seus reforços com convicção, projeta reforma no Couto Pereira e garante o técnico Gustavo Morínigo até o final do ano. A estratégia do cartola é ousada — e arriscada.

Mas se tem uma coisa que o novo presidente sabe fazer, é vender bem seu peixe. Com seu jeito caricato, Follador consegue trazer um pouco de esperança para o machucado torcedor coxa-branca, em um dos piores momentos da história do clube. Só aí, já vemos um ponto positivo no início da sua gestão. Se vai dar certo? Não tem como saber.

O problema é criar expectativa exagerada. Aí vamos aos riscos. O maior deles é tratar jogadores comuns como craques. É o caso de Léo Gamalho. Não que o "Ibra do Nordeste" seja ruim, pelo contrário. É um goleador veterano que guarda seus gols por equipes periféricas da Série B. E para por aí.

O mesmo vale para Luciano Castán, Waguininho, Jhony Douglas e o pacotão de reforços contratado. No futebol, garantir qualidade, ainda mais se tratando de atletas para disputar a Série B, é arriscado. Pelo menos, o dirigente não pode ser acusado de omissão. Tenta até o retorno de Miranda, mesmo com concorrência desigual de São Paulo e Flamengo.

A Série B promete ser difícil este ano, com número recorde campeões brasileiros. São cinco no total: Vasco, Cruzeiro, Botafogo, Guarani, além do Coritiba. Sem contar outras camisas como Goiás, Ponte Preta, Vitória, Avaí, CSA...

Pelo menos após o marasmo da gestão Samir, Follador está chacoalhando o Alto da Glória. É um choque de gestão. Só resta a vibração ser transferida para o campo, que no fim das contas, é o que importa.

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