O meia uruguaio Maximiliano Rodríguez Maeso, ou somente Maxi Rodríguez, é a principal contratação do Paraná em 2021.

De promessa uruguaia no modesto Montevideo Wanderers às passagens por Grêmio e Vasco, o canhoto de 30 anos jamais se firmou em um clube, principalmente por suas recorrentes lesões. Com status de contratação internacional, ele comandará o meio-campo paranista.

A esperança de uma reconstrução do Tricolor dentro de campo passará muito pelos pés do uruguaio. Suas principais características são a técnica e boa finalização, podendo atuar tanto como meia de armação, como mais próximo da área, sendo um atacante de lado.

"Maxi estreou no Wanderers em 2009 e rapidamente tornou-se a figura de uma equipe que historicamente apostou no bom futebol. Ao todo, ele disputou 97 jogos de 2009 a 2013, marcou 29 gols e deu 20 assistências. Ele era uma referência", conta Enrique Arrillaga, jornalista do jornal El País do Uruguai.

Contratado em 2013 pelo Grêmio, Maxi Rodríguez chegou a Porto Alegre com status de grande promessa. O time gaúcho pagou caro, cerca de R$ 3,5 milhões na época. Maxi recebeu chances com Felipão, Enderson Moreira e Roger Machado, mas nunca correspondeu à altura.

"Ele foi contratado em 2013 para substituir Zé Roberto como o 'camisa 10' do time do Grêmio, mas nunca teve as características de um maestro. Maxi chuta bem de fora da área e cai bem pelos lados, mas lhe faltava intensidade, mesmo quando garoto", relembra Raphael Gomes, da Rádio Gaúcha.

"Quando era acionado no segundo tempo, tinha melhor desempenho. Ele tinha um carinho muito grande da torcida", emenda o repórter.

O cenário ficou ainda mais complicado para o então jovem uruguaio quando as seguidas lesões começaram a atrapalhar sua sequência no time.

"Já no Brasil, mercado tão almejado, o Grêmio lhe abriu as portas e ele conseguiu mostrar alguns lampejos de toda a sua qualidade, mas as lesões começaram a chegar, o que deu pouca continuidade", reforça o uruguaio Arrillaga.

Problemas físicos serão principal desafio de Maxi Rodríguez no Paraná

A questão física será a principal dificuldade do jogador, principalmente em um cenário de Série C.

Nesses anos de atividade, os principais problemas de Maxi foram lesões musculares e no joelho. Depois da passagem sem sucesso pelo Grêmio, acabou sendo emprestado para o Vasco (2014), Universidad de Chile (2015) e Peñarol (2016), até seu contrato encerrar em 2017.

Foi campeão uruguaio na temporada 2015/2016 pelo time carbonero, quando disputou 16 partidas, marcou quatro gols e deu três assistências.

Voltou ao Peñarol em 2019, com contrato definitivo, mas não conseguiu a sequência esperada, atuando em apenas quatro jogos. Antes de chegar ao Tricolor, também passou por San Martín-ARG, San Luis-CHI e Tigre-ARG.

"Maxi é capaz de jogar em qualquer função do ataque de uma equipe. Ele está tentando resgatar o futebol do início da carreira e só será capaz se conseguir uma boa cabeça e juntar com seu melhor físico", finaliza o jornalista uruguaio, Enrique Arrillaga.

Maxi Rodríguez ainda não foi apresentando pelo Paraná, mas o clube espera tê-lo à disposição até a estreia na temporada. O time de Maurílio, com os adiamentos do Paranaense, debuta em 2021 diante do Cianorte na quarta-feira (10), às 18h, no Estádio Albino Turbay, pela primeira fase da Copa do Brasilo.

Contratações do Paraná: quem chega e quem sai no mercado da bola

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