Organizada no poder

Como a Fúria ganha poder no Paraná e os bastidores da renúncia de Oliveira

Sede da Fúria Independente.
Sede da Fúria Independente.| Foto: Arquivo/Gazeta do Povo
  • PorUmDois Esportes
  • 24/01/2021 16:29

A temporada 2020/2021 do Paraná está marcada como uma das piores da história do clube. Dentro de campo, a equipe briga contra um rebaixamento inédito para a Série C. Fora dele, a crise é ainda maior, com o pedido de renúncia do presidente Leonardo Oliveira.

Um fato, porém, chamou atenção durante todo esse período em que o time paranista sofria com os péssimos resultados dentro de campo. Algo comum em outros clubes, a cobrança da principal torcida organizada não aconteceu no Tricolor.

Inação que fez com que outros grupos de torcedores cobrassem um posicionamento da Fúria Independente, que sempre apoiou o comando de Leonardo Oliveira. Mas, a pressão não veio.

Dia 18 de janeiro, entretanto, Márcio Silvestre, presidente da torcida organizada desde 1999, pediu renúncia do cargo. E, logo após a derrota para o Cuiabá, na última terça-feira, a nova diretoria da Fúria Independente pediu a saída do presidente Leonardo Oliveira do comando do Paraná.

Foto: Arquivo/Gazeta do Povo.
Foto: Arquivo/Gazeta do Povo.| Gazeta do Povo

Fúria Independente no poder do Paraná

Ainda na última terça-feira (19), um novo Conselho Deliberativo tomou posse no Tricolor. A presidência agora é de Renato Collere, que já fez parte da antiga diretoria do clube, liderada por Rubens Bohlen.

Recentemente, Collere foi procurado por membros da torcida organizada para que encabeçasse a presidência do Conselho, segundo apurou a reportagem. O pedido foi acatado e Collere venceu a eleição.

Ao seu lado, ele conta com os vices Sérgio Bello, paranista que tem laços com a Fúria Independente, e Ailton Barboza de Souza.

Na noite da última quarta-feira, o Conselho Consultivo indicou Sérgio Molletta ao cargo de presidente interino do Paraná, até que novas eleições aconteçam. Molletta era um dos nomes da chapa Integração Paranista, derrotada pelo grupo de Collere nas eleições do Conselho Deliberativo.

Foto: Arquivo/Paraná Clube.
Foto: Arquivo/Paraná Clube.| Gazeta do Povo

Quem assume o comando do Paraná?

Nos próximos dias, o Conselho Deliberativo deverá convocar novas eleições. Por meio das redes sociais, uma chapa aliada de Leonardo Oliveira já vem manifestando planos para assumir o clube.

Grupo que seria liderado por Márcio Silvestre, ex-presidente da Fúria Independente, e Marcus Silvestre, seu irmão. A reportagem procurou os dois irmãos, mas não obteve resposta. Outra possibilidade é o lançamento do ex-vereador de Curitiba, Tiago Gevert, que chegou a confirmar candidatura às rádios Transamérica e Banda B.

A possibilidade do ex-líder da Fúria encabeçar uma chapa seria a consolidação de um plano político que a torcida já alimenta há anos. Com cada vez mais participação nas eleições e nas cadeiras do Conselho Deliberativo.

Foto: Arquivo/Gazeta do Povo.
Foto: Arquivo/Gazeta do Povo.| Arquivo/Gazeta do Povo

Projeto de influência que começou com parcerias com o Paraná. Como, por exemplo, patrocínio na camisa da equipe, em 2013, entre outras campanhas de suporte financeiro ao Tricolor ao longo dos anos.

Uma possível chegada dos irmãos Silvestre ao corpo diretivo paranista também não seria uma novidade. Outro ex-integrante da Fúria, João Quitéria, deixou as arquibancadas para envolver-se na direção do Tricolor. Entretanto, rusgas com o então presidente Leonardo Oliveira fizeram com que Quitéria se afastasse dos bastidores do clube.

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