O tenista Novak Djokovic, número 1 do ranking mundial, foi detido novamente em Melbourne, neste sábado, enquanto aguarda a decisão da Justiça sobre sua deportação por ter entrado na Austrália sem estar vacinado contra a covid-19. A participação do sérvio no aberto de tênis do país está agendada para daqui dois dias, mas se a situação permanecer como está, ele não poderá competir.

Djokovic voltou ao mesmo centro de detenção de imigrantes onde ficou por cinco dias durante a semana passada, antes que seus advogados conseguissem reverter uma decisão de expulsão do país. Ele teve o visto cancelado pelo governo australiano na sexta-feira, mas aguarda por uma decisão do tribunal sobre um recurso de sua defesa.

Em documentos apresentados ao tribunal, autoridades australianas dizem que a presença do tenista "pode estimular o sentimento antivacina", além de causar "agitação social". A situação deve ser definida em audiência marcada para este domingo. Até lá, Djokovic permanece detido. A decisão pela detenção foi tomada em audiência realizada no sábado. Na sequência, o sérvio foi levado para o Park Hotel, local onde a Austrália mantém imigrantes.

O caso saiu da Justiça de Melbourne para a responsabilidade do Tribunal Federal, após o juiz até então responsável se declarar incompetente. A defesa estima que a mudança pode atrasar o procedimento, mas ainda tem esperança de conseguir uma liminar que permita ao tenista permanecer no país para jogar o Aberto da Austrália.

O número 1 do mundo apresentou um atestado médico quando chegou ao país, há mais de uma semana, alegando que não tomou a vacina contra a covid-19 porque foi contaminado pelo vírus recentemente, em dezembro. Em um primeiro momento, recebeu autorização estadual para entrar, mas a isenção médica foi recusada pelo governo federal. Ele ainda admitiu que não cumpriu o isolamento após o teste positivo.

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