O técnico Tite negou que podia pedir demissão da seleção brasileira em meio à crise da CBF. Após a vitória do Brasil por 2 a 0 sobre o Paraguai, o treinador teve que responder diversas perguntas sobre seu futuro e o ambiente na equipe, mas fugiu pela tangente.

"Pensei no trabalho, nas exigências, quem escalar… Peguei minha energia toda e voltei para isso. Não sou hipócrita, não sou alienado e sei que as coisas acontecem. Mas eu sei dar prioridades", disse ele na entrevista coletiva.

Questionado sobre se caso o presidente Rogério Caboclo não tivesse sido afastado ele sairia da seleção e os jogadores boicotariam a Copa América, o treinador deu mais uma resposta evasiva.

"Se eu não tivesse parado de jogar com 27 anos eu não seria técnico. Pelo se não dá para responder", declarou.

Apoio à nota dos jogadores da seleção

Ao término da entrevista de Tite, o coordenador da seleção brasileira, Juninho Paulista, fez questão de falar sobre os dias complicados na equipe e também manifestou apoio à nota dos jogadores, dando a entender que a comissão técnica não ficou satisfeita com a forma como as coisas foram conduzidas.

"Estou aqui para dar o apoio a todos. Tivemos duas semanas difíceis emocionalmente. Quero reiterar o manifesto dos atletas, que nos representa. São jogadores, comissão técnica, delegação e todos os profissionais que trabalham", afirmou o dirigente.

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