O sábado (15) tinha tudo para ser de celebração histórica no Alto da Glória. Com mais 33 mil torcedores no Couto Pereira, o Coritiba dependia apenas de uma vitória sobre o Athletic para confirmar matematicamente o título da competição e, pela primeira vez, comemorar uma taça nacional dentro de casa. Porém, após o empate por 0 a 0, o que se viu, em uma tarde de retorno à Série A, foram vaias e alguns gritos de “vergonha” ao apito final.
A delegação alviverde foi recebida como há muito não se via. Horas antes da partida, torcedores ocuparam a tradicional Rua da Mauá e prepararam uma recepção ao ônibus com sinalizadores, bandeiras e fumaças, criando um cenário de final. A atmosfera parecia empurrar o time para uma noite histórica. Mas o que veio do gramado não acompanhou a festa das ruas. E a ansiedade da torcida de toda semana, virou sentimento de frustração após os 90 minutos.
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Jogo com tensão, vaias e brigas
Quando a bola rolou, o ambiente não encontrou resposta dentro de campo. O Coritiba começou preso, com dificuldades para criar e pouca objetividade no ataque. O time de Mozart demonstrava certo nervosismo, enquanto o Athletic, interessado no empate para se afastar do rebaixamento, segurava o ritmo e fazia cera desde os primeiros minutos.
A irritação da arquibancada cresceu à medida que o jogo se arrastava. Cada bola perdida aumentava o tom das vaias, e o estádio rapidamente deixou o clima de festa de lado. A melhor chance do Coxa no primeiro tempo veio em chute de Dellatorre, que acertou a trave.
Assim que o primeiro tempo acabou, vaias da arquibancada e gritos de ”raça”
Briga no intervalo e segundo tempo sem gols
A tensão também apareceu fora do gramado. Durante o intervalo, houve uma briga entre torcedores em no setor Curva da Mauá, o que reforçou a sensação de insatisfação que já tomava conta das arquibancadas. O clima que era de apoio absoluto no início da tarde virou um ambiente de cobrança.
No segundo tempo, o Coritiba tentou pressionar, mas seguiu encontrando dificuldades. O time levou a partida até o fim sem grande criatividade e tentou até pressionar no final mas não foi suficente para abrir o placar e quando o árbitro Bruno Arleu de Araujo encerrou o jogo, as vaias foram imediatas e alguns setores soltaram gritos de “vergonha”.
Clima estranho em acesso
Com as vaias, alguns jogadores tentaram aplaudir a torcida e agradecer pelo apoio na campanha, mas o desconforto ficou evidente. Mesmo com o acesso assegurado, a sensação geral era de que o sábado tinha tudo para ser marcante e acabou ficando marcado pelo contrário.
Logo após o apito final, o zagueiro Jacy demonstrou irritação com a reação da torcida. “A gente sabe que a Império está sempre nos apoiando e a torcida quer sempre ser campeã. Mas temos que comemorar, p**, estamos na Série A, pelo amor de Deus, gente”, disse o defensor, em entrevista à TMC. Ele, Maicon e Pedro Morisco, principalmente, foram os líderes que chamaram o restante do elenco para festejar de forma comedida o retorno à Série A.
O CEO Lucas de Paula, também passou vibrando e tentando contagiar a arquibancada e jogadores, que atingiram o principal objetivo da temporada. Os torcedores que permaneceram nas arquibancadas, mais concentrados no setor da organizada Império Alviverde, aplaudiram, cantaram, mas visivelmente estavam decepcionados pela festa não ter sido completa. A taça da Série B, que estava pronta para ser erguida por Sebastián Gómez, permaneceu guardada em algum espaço do Couto Pereira.
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Redes sociais destacam sentimento dúbio em festa do acesso do Coritiba
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