O Coritiba demitiu Jorginho em 25 de outubro, após a 18ª rodada do Brasileirão, quando o clube somava 16 pontos e era o penúltimo colocado do campeonato. Cinco dias depois, o Coxa anunciou Rodrigo Santana para o comando técnico – passagem que durou pouco mais de um mês.

Mas no intervalo entre a saída de Jorginho e a vinda de Santana, o Alviverde flertou com um nome de peso internacional para ser seu treinador. Trata-se do sueco Sven-Göran Eriksson, de 72 anos, ex-técnico das seleções da Inglaterra, México e Costa do Marfim e de clubes como Benfica, Lazio, Roma e Manchester City. Seu último trabalho foi na seleção das Filipinas, em 2019.

Com a intenção de trabalhar no Brasil, Eriksson foi oferecido por seu representante na América do Sul, Daniel Kozik. No Corinthians, por exemplo, houve conversas informais. No caso do Coxa, o assunto evoluiu para uma reunião online de Eriksson com o presidente Samir Namur e o CEO coxa-branca, Lucas Pedrozo.

"Conversamos e ele queria vir. Pesou o fato da comissão técnica grande e do contrato muito longo, de dois anos, em época de eleição", revelou Samir. O dirigente disse que o salário pedido era um pouco acima do teto do clube, mas longe de ser um "absurdo".

"Estava quase tudo alinhado, só que o momento de transição [eleitoral] atrapalhou um pouco, esse foi o grande detalhe. O projeto do Eriksson é vir treinar no Brasil. Existem alguns clubes e cidades que importam pra ele. Curitiba é uma cidade mais europeia, o que facilitaria na adaptação... Ficou perto de acertar, mas não diria que as negociações foram encerradas, foram pausadas, na verdade", explicou Kozik.

Sem técnico no momento, cúpula Alviverde decidiu não contratar um novo treinador porque faltam apenas dois jogos até a eleição. Nos próximos dois jogos, o time será comandado pelo auxiliar-técnico Pachequinho.

Com 21 pontos, o Coritiba é o 18º colocado do Brasileirão, a sete pontos de distância do Bahia, primeira equipe fora da zona de rebaixamento.

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