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Análise

Você desistiu de ser sócio torcedor? Na crise saiu e pensa em voltar? Ou nunca foi?

Você desistiu de ser sócio torcedor? Na crise saiu e pensa em voltar? Ou nunca foi?
| Foto: Marcelo Andrade/Arquivo/Gazeta do Povo
  • Por Mauro Cezar Pereira
  • 24/05/2020 16:12

Uma das receitas mais relevantes para muitas agremiações na atualidade provém da associação de quem por elas torce. E este colunista recorreu ao Twitter para uma enquete. Depois de 10 horas entre sábado e domingo, 11.793 pessoas responderam à pergunta: "Na pandemia causada pelo novo coronavírus, o que você fez/fará com relação ao programa sócio torcedor do seu clube de futebol?"

Desse total, 53,6%, ou 6.321, clicaram na opção "Já não era sócio antes". Ou seja, mais da metade não havia se associado ao time de coração antes de paralisarem o futebol devido à chegada do novo coronavírus. Obviamente não há uma base científica, mas como a maioria dos seguidores da conta @maurocezar na rede social é formada por torcedores, esse percentual chama a atenção.

Foram 28,1% cliques em "Seguirei pagando", 4,1% em "Deixarei de pagar de vez"e 14,2% na opção "Paro de pagar, mas volto", ou seja, a crise aperta o orçamento, mas o torcedor planeja retornar ao programa quando possível. Extraindo os não sócios, restaram 5.742 votos, ou seja, 46,4% do total era formado por quem em algum momento se associou ao time de fé.

Desses, 3.313 prometem seguir pagando, ou seja, mais de 60,5%. Menos de 9% (483) desse universo de associados asseguram que deixam os programas sem a intenção de a eles retornar, enquanto perto de 31% (1.674) pararam de pagar, mas desejam voltar assim que as finanças permitirem. Sendo assim, temos algo em torno de 40% dos integrantes de ação denominadas "sócio torcedor" desejando interromper suas contribuições.

Logo que a quarentena começou no país, em março, com os campeonatos sendo paralisados, mesmo sem que a maioria dos clubes confirmasse oficialmente, já se falava em quedas em torno de 25% na arrecadação dentro de tal modalidade. É possível que tal percentual tenha sido ampliado com as dificuldades aumentando devido à paralisação de setores da economia devido à proliferação da doença e o isolamento social.

E esse índice provavelmente seria maior, não fossem os que optaram por pagamentos anuais e já quitaram antecipadamente, e os que enfrentam dificuldades para cancelar a associação ou mesmo interrompe-la, fazer uma pausa. Isso porque é comum a cobrança em cartão de crédito e muitos tentam, sem sucesso, brecar o débito mensal. E o que fazem os clubes para reter ou, em caso de perda, recuperar esses associados? Pouco, ou nada.

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