Vivemos a Era da glamourização dos vídeos de jogos antigos. É ótimo rever certas partidas, mas elas sempre estiveram aí, disponíveis. Com a pandemia de coronavírus, velhos cotejos são desenterrados e mostrados à exaustão, pela mais absoluta falta do que mostrar, evidentemente.

É uma maneira de minimizar os efeitos da abstinência de futebol. Acostumados à bola rolando, mesmo nas férias dos jogadores no Brasil, quando é possível seguir campeonatos internacionais, ficamos mal sem nosso esporte. Mas isso não significa que seja possível viver apenas do passado.

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Primeiro porque os jogos exibidos nesses tempos são, obviamente, os maiores, os melhores, os mais marcantes. Mostram a final da Copa do Mundo de 2002 no horário nobre do domingo à tarde na TV aberta. Mas não exibem África do Sul x Eslovênia do Mundial 2010, por exemplo. Aí fica fácil achar tudo de antigamente maravilhoso.

A volta do futebol, com seus jogos bons e ruins, como sempre existiram, é necessária e urgente, claro, dentro dos limites do bom senso, quando possível, como possível. Os velhos craques tiveram seus momentos e ganham uma nova vida, pelo menos por alguns meses, nessa seca forçada que encaramos.

Mas não podemos achar que, por isso, as pelejas de antigamente bastam. Precisamos de futebol, hoje, amanhã e sempre. Para sempre. O que passou seguirá tendo seu lugar na história, mas não anulará as possibilidades de que ela continue sendo escrita, evidentemente. Respeitemos o passado, o presente, o futuro, o futebol.

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Mario Celso Petraglia completa 25 anos à frente do Athletico. Controverso, o dirigente inegavelmente entrou na história do clube e do futebol brasileiro nesse quarto de século. O Furacão deu saltos inimagináveis, mas virou quase que refém de uma forma única de pensar e agir.

O Athletico mudou duas vezes de escudo, de nome, de camisa, construiu e reconstruiu seu estádio, foi rebaixado, subiu, ganhou títulos, alcançou a sonhada fama no exterior, levantou troféu internacional... Sim, Petraglia colocou o clube em outro patamar.

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Que nos próprios 25 anos o Furacão fique mais forte, de preferência com novas lideranças, mais aberto, acessível, democrático. Popular como em suas origens. Afinal, o CAP não foi fundado em 1995.

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