O Campeonato Brasileiro, que a priori começará em maio, tem no seu regulamento item que impede os clubes de demitirem mais de um treinador, ou seja, se mandarem um embora, terão que ir com o substituto até a última rodada. Ou se virar com alguém da casa, um auxiliar que esteja por lá há pelo meses seis meses.

O Athletico foi um dos clubes que votaram contra a ideia, mas acabou vencido pela maioria. A coluna entrou em contato com o presidente Mário Celso Petraglia. Abaixo as respostas do mandatário rubro-negro sobre o assunto.

O que o senhor pode dizer sobre esse item do regulamento do Campeonato Brasileiro que permite apenas uma troca de treinador?

Votamos contra. Quem definiu foram os cinco votos dos paulistas.

Mas por que o senhor é contrário à ideia?

Não tem sentido impor condições num sistema que por décadas não se preocupou em formar treinadores de alto nível. Temos treinadores por exclusão, as oportunidades ficam com ex-jogadores que não têm formação acadêmica e especialização na função.Ter jogado não lhes dá as condições básicas para conduzir um grupo heterogêneo de um esporte jogado com os pés com na grande maioria os atletas vindo de origem humilde e muitas vezes sem estrutura familiar. Só trabalhando para vermos na prática como atuam, sua liderança e adaptação a cultura e políticas dos clube. Quando perdem o grupo não há como trocar os atletas, e algo precisa ser feito. Na teoria a prática é outra.

Acha possível que clubes insatisfeitos com seus técnicos nos estaduais os demitam antes do Brasileirão para não queimar a única troca com o campeonato em andamento?

Não pensamos assim. Temos duas comissões técnicas. Jogamos o estadual com os meninos sub-21.

Me refiro ao mercado em geral, não ao Athletico, que trata o estadual de maneira peculiar já há várias temporadas.

Não sei como pensam os dirigentes dos outros clubes. Não temos nem um local para trocarmos ideias. O individualismo prevalece.

E o calendário da temporada, que mutilará times em cerca de metade das rodadas por causa das convocações, como vê essa situação?

A culpa é nossa, dos dirigentes que engolem o calendário imposto pela Conmebol, CBF e Federações.

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