Foto de perfil de Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira

Ver mais
Opinião

Flamengo vence outra vez, derruba 2º técnico rival e deixa o Palmeiras devastado

Com torcida única, apenas palmeirenses no estádio durante o confronto do campeão brasileiro e da Libertadores em 2019 contra o dono do troféu de 2018 na primeira divisão, que terá o Coxa de volta em 2020, graças à sua gente

Jogoválida pelo Campeonato Brasileiro 2019 no Allianz Parque em São Paulo (SP), neste domingo (01). 01/12/2019 – Foto: WILIAN OLIVEIRA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Jogadores do Flamengo comemoram vitória contra o Palmeiras.| Foto: Wilian Oliveira/Estadão Conteúdo
  • PorMauro Cezar Pereira
  • 01/12/2019 20:31

A supremacia do Flamengo era evidente antes de começar a partida no Allianz Parque. E quando Jorge Jesus revelou a escalação, com força máxima dentro das possibilidades, estava claro o objetivo do campeão brasileiro e da Copa Libertadores: derrotar mais uma vez o vencedor da Série A do ano passado. E foi além, derrubando mais um treinador palmeirense.

O placar de 3 a 1, construído entre o primeiro tempo e o começo do segundo, foi alcançado com enorme facilidade. A disparidade entre as duas equipes era muito clara, evidente. E a diferença tão grande não se devia aos elencos, afinal, o Palmeiras tem muitos bons e ótimos jogadores. Os trabalhos dos técnicos levaram a tamanha distância entre as equipes.

Jorge Jesus transformou o Flamengo, que vencera no primeiro turno, no Maracanã, por 3 a 0, resultado que derrubou o treinador campeão brasileiro em 2018, Luiz Felipe Scolari. O novo triunfo sobre a equipe paulista neste domingo fez cair o técnico que ganhou a Copa do Brasil em 2017 e 2018, com a demissão de Mano Menezes logo após o apito final.

Com ele, Alexandre Mattos, o diretor-executivo de futebol do Palmeiras, também foi dispensado. O Flamengo deixou o Palmeiras devastado, derrotado por 6 a 1 no placar agregado da atual Série A, com dois treinadores demitidos após o par de derrotas para os rubro-negros. E absolutamente sem rumo ao final do ano que vai se encerrando.

O futebol brasileiro nunca mais será o mesmo depois da passagem de Jesus por esse Flamengo implacável, que ganha taças, derrota rivais, goleia, pulveriza recordes do Campeonato Brasileiro em pontos corridos e provoca as demissões de treinadores que fazem trabalhos ruins com elencos bons. Vai ficando cada vez mais difícil para eles explicar o inexplicável.

***

O retorno do Coritiba à Série A

Emocionados, torcedores do Coritiba comemoram o acesso no Barradão, em Salvador. Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo
Emocionados, torcedores do Coritiba comemoram o acesso no Barradão, em Salvador. Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo

"E eu falei para os jogadores no vestiário que, em 2020, o Coritiba não fica na zona de rebaixamento, não briga para cair e quem destes atletas ficar tem que colocar na cabeça que o Coritiba quer sim brigar por coisas grandes". Palavras do presidente do Coritiba, Samir Namur, após o acesso do time à primeira divisão, com o triunfo sobre o Vitória, em Salvador. Mas será?

Óbvio que o torcedor do Coxa quer acreditar nisso, mas a realidade dos clubes que vêm da Série B é, primeiro, lutar contra novo rebaixamento. Colocar metas mais elevadas de cara é um sinal de pensamento grande, mas na prática não pode ir além do discurso. Pois após duas temporadas na Série B, o objetivo número 1 deve ser não voltar a ela. É preciso pés no chão, obviamente.

Jorginho, que chegou ao clube na reta final e sobe com o Coritiba, sabe bem como é a briga para não cair. Ele até conseguiu uma reação, mas não pôde evitar o terceiro rebaixamento do Vasco, em 2015. Em tese, elenco que sobe não basta para sustentar um clube na chamada elite. Isso significa que o Coxa precisará contratar. Terá maior receita, terá que mostrar competência no mercado.

"Se existe um mérito meu, foi de, no ano de maior dificuldade do clube, no ano de menor receita do clube, foi de manter, os salários em dia, todas as obrigações com funcionários e jogadores em dia até o final do campeonato", disse o presidente. Fundamental é que assim seja. O futebol não mais comporta devaneios e aventuras financeiras que colocam clubes no buraco.

Sem a torcida, que abraçou o time em todos os momentos, 2020 dificilmente será dos sonhos. É preciso que os jogadores formem um time competitivo e sem receber em dia tudo fica mais difícil. Se o Goiás, subiu em 2018 e faz forte campanha na primeira divisão, o Fortaleza se firma na Série A sem jamais perder a noção de que não cair era sua missão em 2019. Duas referências bem interessantes.

***

Cruzeiro desesperado contra um Vasco praticamente livre do rebaixamento, mas que depois de tanta empolgação com o 4 a 4 diante do Flamengo, coleciona resultados de medianos a ruins. O time de Vanderlei Luxemburgo faz campanha no segundo turno inferior às de Marcão, que dirige o Fluminense, Ney Franco, à frente do Goiás, e Rogério Ceni, técnico do Fortaleza.

O ex-goleiro do São Paulo, por sinal, assumiu o comando cruzeirense depois que Mano Menezes foi embora e tentou remodelar o time, mas não o deixaram trabalhar como gostaria. Voltou ao time cearense, enquanto Abel Braga assumia a equipe Celeste para uma trajetória sofrível. Nesta segunda-feira Adílson Baptista fará sua reestreia. Situação desesperadora e nada casual.

***

O Corinthians sonha ir à próxima Libertadores, mas ao sair de casa para enfrentar times que lutava contra o rebaixamento para a segunda divisão, perdeu. Domingo da semana passada para o Botafogo, no Rio de Janeiro, e neste diante do Atlético, em Belo Horizonte. A fase preliminar do torneio internacional já será muito para esse time corintiano.

Participe da conversa!
0

Comentários [ 0 ]

Máximo 700 caracteres [0]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Termos de Uso.