O São Paulo eliminou o Flamengo de forma categórica na Copa do Brasil, duas vitórias e um placar agregado de 5 a 1. Se incluído o duelo entre as equipes dias antes pelo Brasileirão, resulta em 9 a 2, já que os tricolores venceram aquela partida no Maracanã por 4 a 1.

Fernando Diniz, um dos mais discutidos treinadores do futebol brasileiro, foi do inferno ao céu e, agora, praticamente tudo o que dele se fala trata o presente como se não existisse passado. Mas a trajetória do técnico são-paulino é marcada por acertos e erros, quase demissão e seu melhor momento.

Faço questão de frisar que me manifestei, inúmeras vezes, como entusiasta de Diniz, quem acompanha esse espaço bem sabe. Motivo? É um treinador que se esforça em sair do lugar comum. Alguém que não se contenta em ser mais um a procurar atalhos para eventuais vitórias.

No país onde times de futebol vêm, em grande parte, rejeitando a bola, ele sempre quis tê-la. Em alguns momentos, com sucesso, em outros, fracassando. Um amigo me disse certa vez: Fernando Diniz tem as ideias sobre como seu time deve jogar, mas parece não saber como fazer isso.

A dose, exagerada, de posse estéril era uma marca negativa do hoje técnico são-paulino, somada à defesa frágil, desde o Athletico, passando pelo Fluminense. Nos últimos meses, ajustou a medida como a coluna sugeria em 2018, alternando momentos de maior ou menor tempo de pelota nos pés.

O São Paulo melhorou o desempenho defensivo, em que pese recaídas muito recentes, como diante do Lanús, com gols sofridos nos acréscimos, na Argentina e no Morumbi, o que resultou na eliminação da Sul-Americana. Corre o risco de passar por isso novamente?

O futebol praticado no Brasil carece de coragem, arrojo, ideias diferentes do time fechadinho que sai no contra-ataque com um jogador rapidinho e ameaça nas bolas paradas. Fernando Diniz tem coragem. Sabendo como utiliza-lá, contribui com seu clube e com o esporte.

Confira a classificação do Brasileirão 2020

Athletico pega o elevador do Brasileirão

Três vitórias seguidas levaram o Athletico da zona de rebaixamento ao 10º lugar no Brasileirão. A terceira delas, quarta-feira, em Belo Horizonte, sobre o líder, Atlético, foi justificada por alguns pelos desfalques da equipe mineira, encarando um surto de profissionais com COVID-19.

Jogaram Everson, Igor Rabello, Guilherme Arana, Jair, Hyoran, Nathan, Zaracho, Marrony, Keno, Eduardo Sasha… Não era um Galo mutilado, mas desfalcado. E o Furacão venceu com belo aproveitamento das chances criadas e suportando os momentos de pressão do time de Jorge Sampaoli, sem Sampaoli.

Coritiba e o VAR

Igor Junio Benevenuto observa o VAR no Couto Pereira, antes de anular gol do Coritiba. Foto: Albari Rosa/Foto Digital/Gazeta do Povo
Igor Junio Benevenuto observa o VAR no Couto Pereira, antes de anular gol do Coritiba. Foto: Albari Rosa/Foto Digital/Gazeta do Povo| Albari Rosa / Foto Digital

O Coritiba vencia por 1 a 0, gol de Giovanni Augusto logo no início da peleja. Aos 33 minutos, Neilton disputou e a bola bateu, a meu ver, na barriga do atleta do Coxa. Então o autor do primeiro tento do cotejo ampliou o placar para o time paranaense.

Mas o árbitro Igor Junio Benevenuto de Oliveira foi ao monitor, convocado pelo homem do VAR, Jose Claudio Rocha Filho (SP). A equipe de arbitragem entendeu que a bola batera no braço de Neilton. Gol anulado e aparente mudança no curso da história.

Na sequência, o Bahia empatou. No segundo tempo virou. O Coritiba segue na zona de rebaixamento, em 18º, à frente apenas de Botafogo, com um jogo a menos, e Goiás, que mandou mais um técnico embora, mas não larga a lanterna.

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