Foto de perfil de Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira

Ver mais
Opinião!

De Janderson a Neymar, pelo direito de driblar e comemorar no futebol

De Janderson a Neymar, pelo direito de driblar e comemorar no futebol
| Foto: FRANCK FIFE/AFP e BETO MILLER/ESTADÃO CONTEÚDO
  • PorMauro Cezar Pereira
  • 02/02/2020 19:29

Janderson fez o segundo gol do Corinthians na vitória por 2 a 0 sobre o Santos, neste domingo. Eufórico, o atacante de 20 anos correu em direção à torcida, que o abraçou. Bonita cena na manhã em Itaquera. Como levara um cartão amarelo aos 15 minutos de partida, o corintiano foi expulso.

"É uma regra, não tem o que reclamar, estou errado, agora é focar na Libertadores na quarta-feira", disse, conformado, após a vitória de seu time, que agora enfrentará Guaraní, no Paraguai, algoz dos corintianos no certame de 2015, novamente pela principal competição do continente.

 BETO MILLER/ESTADÃO CONTEÚDO
BETO MILLER/ESTADÃO CONTEÚDO | ESTADÃO CONTEÚDO

Não, na verdade Janderson não está errado. Errada está a regra. E regras, como leis, devem ser seguidas, mas também questionadas quando polêmicas ou absurdas, caso específico dessa recomendação que segue em vigor no Brasil, mas não existe em outros países.

Sábado, o árbitro Jérôme Brisard advertiu Neymar por driblar. O brasileiro se revoltou e levou cartão amarelo. Seguiu reclamando e fez bem. Quando for mais experiente, Janderson talvez também se revolte com esse tipo de absurdo e reaja. Como todos devemos fazer. Pelo bem do futebol.

 FRANCK FIFE / AFP
FRANCK FIFE / AFP | AFP

*******

Nos instante finais de Londrina 2 x 3 Coritiba, Alex Muralha fez defesa que assegurou a vitória do Coxa no Estádio do Café. Ele reapareceu na meta depois do empate com o Operário (1 a 1) nq quarta-feira, quando Wilson esteve na meta.

Cedido pelo Flamengo em 2019, o goleiro teve seu empréstimo prorrogado e, a cada joga, tenta reconstruir a carreira depois de enorme desgaste provocado por uma série de más atuações pelo time carioca. Muralha fará um ano no Coritiba em março

Ele já havia feito boa partida no domingo anterior, quando da vitória por 1 a 0 sobre o Paraná. Agora, são 38 jogos (37 como titular) pelo Coxa, saindo sem levar gol em 17. Ele foi vazado 29 vezes em 22 vitórias e cinco derrotas.

*******

Sábado, 8 de fevereiro, o incêndio que matou dez meninos das divisões de base do Flamengo completará um ano. Uma semana antes da data, três dirigentes rubro-negros apareceram nas mídias sociais do clube numa estranha "entrevista" sem repórteres, mas sim uma apresentadora da Fla TV, o canal rubro-negro no YouTube.

É óbvio que caberia ao presidente Rodolfo Landim, ao vice geral e jurídico, Rodrigo Dunshee, e ao CEO, Reinaldo Belotti, conceder uma verdadeira entrevista à imprensa. Sem a presença de quem fizesse as perguntas adequadas e questionasse algumas das respostas, nada aquilo fazia sentido. Constrangedor.

Sabe-se que não é um caso de simples solução, mas no momento mais vencedor e rico da história do Flamengo, poderia haver um maior ímpeto no sentido de se chegar a um acordo com as famílias dos jogadores mortos. São casos que já ameaçam se arrastar por anos na justiça. Mas o clube diz que estabeleceu um teto e ponto final.

Já o inquérito está prestes a fazer aniversário e transita entre a 42ª delegacia de polícia (Recreio dos Bandeirantes) do Rio de Janeiro e o Ministério Público (MPRJ). O dinheiro que dará alguma tranquilidade às famílias é fundamental, mas não basta. É preciso que se identifique os responsáveis pelo incêndio.

Por isso, além de pedir que o clube pague às famílias, como fazem torcedores rivais do Flamengo, cada um de nós deveria gritar por justiça. Um clube não agem, não pensa, não erra, não vai preso. Seres humanos em nome de uma agremiação podem fazer tudo isso. Não é o caso de se apontar um CNPJ, mas os CPF dos culpados.

Participe da conversa!
0

Comentários [ 0 ]

Máximo 700 caracteres [0]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Termos de Uso.