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Direto de Montevidéu - Uma odisseia oriental
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Crônica

Os técnicos: pouco importa quem dá as ordens no Athletico; ao final, a glória ou a infâmia será para todos

Por
André Pugliesi, enviado especial a Montevidéu
18/11/2021 22:43 - Atualizado: 04/10/2023 17:12
Os técnicos: pouco importa quem dá as ordens no Athletico; ao final, a glória ou a infâmia será para todos
| Foto: Albari Rosa/Foto Digital/UmDois Esportes

"Antigamente, existia o treinador, e ninguém dava muita atenção a ele. O treinador morreu, de boca fechada, quando o jogo deixou de ser o jogo e o futebol profissional precisou de uma tecnocracia da ordem. Então nasceu o técnico, com a missão de evitar a improvisação, controlar a liberdade e elevar ao máximo o rendimento dos jogadores, obrigados a transformar-se em atletas disciplinados", Eduardo Galeano, em trecho de "O técnico", texto extraído do livro "Futebol ao sol e à sombra".

Há quem minimize, com algum poder de convencimento, a importância do trabalho do treinador, ou técnico, à frente de um time de futebol. De que ajuda se souber escolher os onze melhores entre os jogadores disponíveis no elenco. E, distribuídas as camisas, quem faz o resultado são os boleiros. Restaria ao técnico, ou treinador, portar-se com mais ou menos elegância à beira do gramado.

Não chegaria a tanto. Num esporte em que se duela por palmos de grama, há de se valorizar a figura daquele que assina a súmula. De certo, entretanto, que nem o "professor" mais meticuloso, ou o motivador mais febril e 10 horas non-stop do clássico homoerótico "300 de Esparta" na concentração, são imunes ao vacilo de um zagueiro.

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Desafios táticos e, gloriosa expressão, anímicos, que são ainda mais contundentes em se tratando de Athletico e a sui generis arrumação da comissão técnica do Rubro-Negro. Em resumo: o clube tem um diretor técnico, Paulo Autuori, que é o técnico, mas não é o técnico; e Alberto Valentim, que é o técnico, mas não é o técnico; e entre os dois, o auxiliar Bruno Lazaroni, que não é o técnico.

Um enigma que, mais uma vez, tentará ser decifrado, desta feita diante de todos os deuses e demônios do futebol aprisionados no mítico Estádio Centenário, contra o Red Bull Bragantino, na decisão da Copa Sul-Americana. E ao último apito do uruguaio Andrés Matonte, pouco importará, afinal, quem é que dá as ordens no Furacão: todos estarão juntos, banhados em glória ou infâmia.

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