O FC Cascavel venceu o Athletico de virada e mereceu chegar à final do Campeonato Paranaense para decidir com o Londrina.

O Athletico voltou a jogar muito mal no plano individual e coletivo, só chegando à marcação do gol porque Nikão fez jogada pessoal e finalizou com categoria. Aliás, Nikão foi o único jogador com lucidez nesse bando descomprometido com a história atleticana escalado pelo treinador António Oliveira.

O placar na etapa inicial não foi ampliado pela deficiência pessoal de Renato Kayzer, que desperdiçou uma grande oportunidade, e do jovem Jader, que também fez lambança na chance que teve para chegar ao gol.

O torcedor atleticano deve ter ficado estarrecido com o baixo nível técnico de jogadores como Richard, Márcio Azevedo e até mesmo Jadson, que fisicamente está esgotado, tanto quanto Thiago Heleno, que emite sinais claros de estar se aproximando do fim da carreira.

Mesmo com todas as dificuldades para colocar o time em campo – por causa da Covid-19 em alguns jogadores – o FC Cascavel sentiu o peso da decisão no primeiro tempo, mas recuperou-se na etapa complementar, marcando dois gols e mostrando melhor posicionamento tático que o adversário lento e sem nenhuma jogada ofensiva ensaiada.

Enquanto Tcheco e José Fonseca estão de parabéns, António Oliveira ficou completamente sem ação até porque há muitos jogos que o Furacão vem se arrastando em campo.

A defesa atleticana falhou nos dois gols no vexame da eliminação em Cascavel.

No primeiro, Márcio Azevedo e Thiago Heleno falharam no combate ao lado da grande área, e o atacante Rogério apareceu livre para cabecear. No segundo, nenhum defensor tentou evitar o cabeceio de Léo Itaperuna e até o goleiro Anderson saiu mal da meta.

O FC Cascavel comemora a classificação para a decisão, e o Athletico lambe as feridas com um elenco tecnicamente sofrível, sem padrão de jogo e um comando técnico fraco e inexperiente.

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