Em comparação com o primeiro amistoso, após o fracasso na última Copa do Mundo, até que o segundo teste da Seleção Brasileira foi bem razoável. Nada mais do que razoável e muito distante do que um dia, há mais de 15 anos, foi o time mais badalado, respeitado e, por isso mesmo, mais vezes campeão do mundo.
Claro que se trata de uma nova geração mal formada, com os jogadores indo muito jovens para a Europa, tornando-se milionários rapidamente pelo atual mercantilismo do business chamado futebol, e que perderam a noção do que representa jogar bem pela Seleção pentacampeã mundial.
Simplesmente não contamos mais com supercraques — os últimos foram Ronaldo, Roberto Carlos, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e Kaká — e nem mesmo com jogadores acima da média — os últimos foram Kléberson, Ricardinho, Juninho Paulista, Robinho, Adriano e mais alguns poucos, inclusive Neymar, que disputou quatro Copas e fracassou tecnicamente nas quatro, sem deixar saudade.
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Tem razão o ex-craque Alex, ídolo do Coritiba, Fenerbahçe, Palmeiras e Cruzeiro, ao afirmar que um dos maiores problemas atuais é a metodologia dos treinadores das categorias de base, que trocaram o aprimoramento técnico individual dos novos talentos pela velocidade, marcação e sentido coletivo de jogo. Quase uma robotização do nosso futebol desde os antigos e virtuosos infantis e juvenis.
Voltemos ao jogo do Brasil, no qual houve alguma evolução na aplicação da equipe e no rendimento, mas nada espetacular, tanto que a Austrália virou o placar e o goleiro Otávio, do Cruzeiro, que substituiu Hugo, do Corinthians, também deixou a desejar. Tomara que Pedro Morisco, jovem e talentoso goleiro do Coritiba, aproveite a chance que terá no próximo amistoso, na Índia.
O ala Vanderson fez o primeiro gol brasileiro. Depois, Raphinha, Bruno Guimarães e Vinicius Junior completaram o placar, se bem que nenhum deles teve atuação individual notável que pudesse apagar as más lembranças deixadas na Copa do Mundo.
Mas a Seleção de Ancelotti melhorou um pouco, e foi suficiente para vencer a Austrália.
Carneiro Neto – leia o perfil completo
Antônio Carlos Carneiro Neto é um dos nomes mais importantes da imprensa esportiva do Paraná. Nascido em Wenceslau Braz em 7 de julho de 1948 e criado em Guarapuava, começou como repórter de rádio e jornal em Ponta Grossa, em 1964, e chegou a Curitiba no ano seguinte para estudar — formando-se, tempos depois, em Direito.
Ao longo de décadas, passou por todas as emissoras de rádio e televisão da capital como repórter, narrador e comentarista, além de assinar colunas diárias na Gazeta do Povo. Foi também o criador dos prefixos da Banda B e da CBN, no fim dos anos 1990.
Escritor de oito livros, emplacou best-sellers como “Atletiba — A Paixão das Multidões” (1994) e “É Disso Que o Povo Gosta” (2019). Em 2016, foi eleito para a Academia Paranaense de Letras, tornando-se imortal.
Atleticano assumido, participou da história do clube nos mais diversos momentos. Hoje, segue em atividade no podcast Carneiro & Mafuz, sucesso de audiência – provando que, como ele mesmo diria, é um privilégio ser contemporâneo de Carneiro Neto. Clique aqui para ler todas as colunas de Carneiro Neto.