Parece que a diretoria da CBF ainda não compreendeu o vexame dado pela seleção brasileira na última Copa do Mundo, começando pelo circo da convocação no Museu do Amanhã e terminando com a eliminação para a Noruega, com direito a uma penalidade máxima desperdiçada bisonhamente por Bruno Guimarães.

Aliás, tanto não está entendendo nada que cometeu o absurdo de renovar o contrato do técnico Carlo Ancelotti antes mesmo do fracasso no sexto Mundial consecutivo, mostrando claramente a cara do comando do futebol brasileiro nas últimas décadas. De escândalo em escândalo, a CBF se desmoralizou e acabou com o time que um dia foi pentacampeão do mundo.

A seleção brasileira reapareceu mal escalada, sem padrão de jogo, e salvou-se com um gol no fim da derrota para a Austrália.

Seleção Brasileira repete velhos problemas em campo

Mal escalada porque quem conhece verdadeiramente o nosso futebol não convocaria e colocaria como titular o goleiro Hugo Souza, que alterna boas e más atuações pelo Corinthians. Tentaria encontrar alas de melhor categoria técnica e jamais colocaria dois meias armadores e quatro atacantes, pois o indicativo é exatamente o oposto: quatro meias e dois atacantes, diante do baixo nível técnico da maioria dessa nova geração de jogadores.

Essa é outra questão que precisa ser bem avaliada, pois se tornou inaceitável o baixo rendimento de jogadores que atuam bem em seus clubes, especialmente os que jogam na Europa, e desaparecem quando vestem a camisa verde-amarela. Assim, Bruno Guimarães, Raphinha, Estêvão, Endrick, Vinicius Junior e outros foram muito mal. Rayan salvou a equipe nacional de uma nova derrota com um gol nos instantes finais da partida amistosa.

Qualquer treinador de clubes da Série A do Campeonato Brasileiro teria escolhido melhor do que Ancelotti os jogadores para a nossa decaída seleção. Tão decaída que, pela primeira vez na história, nenhuma emissora de rádio das redes mais importantes do país transmitiu o jogo contra a Austrália. Sinal de que a audiência da seleção afundou mesmo.

Carneiro Neto – leia o perfil completo

Antônio Carlos Carneiro Neto é um dos nomes mais importantes da imprensa esportiva do Paraná. Nascido em Wenceslau Braz em 7 de julho de 1948 e criado em Guarapuava, começou como repórter de rádio e jornal em Ponta Grossa, em 1964, e chegou a Curitiba no ano seguinte para estudar — formando-se, tempos depois, em Direito.

Ao longo de décadas, passou por todas as emissoras de rádio e televisão da capital como repórter, narrador e comentarista, além de assinar colunas diárias na Gazeta do Povo. Foi também o criador dos prefixos da Banda B e da CBN, no fim dos anos 1990.

Escritor de oito livros, emplacou best-sellers como “Atletiba — A Paixão das Multidões” (1994) e “É Disso Que o Povo Gosta” (2019). Em 2016, foi eleito para a Academia Paranaense de Letras, tornando-se imortal.

Atleticano assumido, participou da história do clube nos mais diversos momentos. Hoje, segue em atividade no podcast Carneiro & Mafuz, sucesso de audiência – provando que, como ele mesmo diria, é um privilégio ser contemporâneo de Carneiro Neto. Clique aqui para ler todas as colunas de Carneiro Neto.

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