O futebol mundial conheceu, recentemente, um momento que poderia significar mudanças dentro e fora dos gramados: a utilização de modernos recursos eletrônicos e tecnológicos para ajudar a diminuir o número de erros e equívocos das arbitragens nos jogos.

A decisão tomada pela IFAB – International Football Association Board -, órgão da Fifa que regulamenta as regras do jogo, deveria representar a queda de um tabu futebolístico.

De modo anacrônico, o futebol resistia há anos a implementar um recurso já utilizado com sucesso no basquete, no tênis, no vôlei e no hóquei, por exemplo.

O uso do vídeo permitido apenas em lances capitais, como nos casos em que houver dúvida sobre gol, impedimento do finalizador ou marcação de um pênalti, além de situações envolvendo atitudes violentas.

Pois bem. Todos ficaram na expectativa da utilização do chamado VAR – árbitro de vídeo – e eis que, como quase tudo o que acontece no Brasil, a nova engenhoca foi devidamente desmoralizada. Um pouco pela dificuldade de entendimento entre o apitador do campo com os observadores na cabine e muito pela incompetência generalizada dessa gente bronzeada.

Agora, não há de ver que a UEFA – União Européia de Futebol Association – também está pagando um mico com a não utilização do VAR nas partidas das eliminatórias europeias da Copa do Mundo.

No jogo Sérvia e Portugal, na semana passada, Cristiano Ronaldo assinalou um gol legítimo nos instantes finais, que daria a vitória a seleção lusitana, e o árbitro Danny Makkelie anulou, contando com a conivência do bandeirinha que tinha a obrigação profissional e protocolar de julgar o lance.

Depois do jogo, o apitador pediu desculpas a Fernando Santos, treinador de Portugal. Antes, porém, além de anular o gol apresentou cartão amarelo para o craque português por reclamação.

O cara de pau Stefan Mitrovic, zagueiro sérvio que tirou a bola de dentro do gol, garantiu que ela não entrou. Diante disso a triste constatação de que a arbitragem do futebol é deficiente no mundo inteiro.

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