O Athletico, que vem de uma sequência de excelentes resultados, fora e dentro de casa, no Campeonato Brasileiro, terá a oportunidade de demonstrar a sua capacidade de voos mais ousados na temporada nas próximas duas rodadas.

Entre os jogos com o Corinthians e o Santos, o Furacão terá o compromisso inicial com o Vitória, pela Copa do Brasil, outro torneio que também oferece muitos atrativos, tanto financeiros, quanto técnicos, e de prestígio geral.

Como já foi campeão e duas vezes vice da Copa do Brasil, o Athletico ganhou experiência e sabe como se comportar, mas é bom prestar atenção no time baiano, muito bem dirigido por Jair Ventura e que vendeu caro a derrota, pelo Brasileirão, dentro da Arena da Baixada.

Corinthians e Santos são os adversários nas próximas rodadas, ambos com campanhas irregulares e vivendo dramas políticos, econômicos e financeiros que, queiram ou não, atrapalham o trabalho dos treinadores Fernando Diniz e Cuca, respectivamente, assim como dos próprios jogadores.

Destacando que ambas as partidas serão fora de casa para o time atleticano que, depois de algum tempo, acumulou dois triunfos como visitante, frente ao Clube do Remo e o São Paulo.

O técnico Odair Hellmann trabalha em um clube bem estruturado, com as finanças aparentemente em ordem e com um elenco que, se não completo, está próximo disso. Aliás, só não está melhor exatamente pela ausência de mais um jogador de meio de campo tecnicamente gabaritado e, pelo menos, próximo do nível individual de Luiz Gustavo.

Assim, a dupla Atletiba enfrenta desafios diferentes, mas muito interessantes.

O Coritiba, ao contrário do seu tradicional rival, terá dois jogos no Alto da Glória, diante do Cruzeiro, que tenta uma campanha reabilitadora, e da Chapecoense, que luta contra o rebaixamento.

O drama para a torcida coxa-branca é que o time não consegue se impor como mandante e tem uma das piores campanhas como tal. O treinador Fernando Seabra tem plena consciência do problema e tenta fazer o que pode, com o elenco de jogadores colocado à sua disposição pela SAF, que comanda o clube, para superar essas dificuldades bem incomodas.

Falta atitude aos jogadores que, defensivamente se comportam bem como visitantes, mas não conseguem se soltar dentro do Couto Pereira, complicando a tarefa do meio de campo e, sobretudo, do ataque.

Na última experiência registrou-se a derrota para o Palmeiras, com o detalhe de o time ter sofrido dois gols em apenas 18 minutos de jogo. O desafio não é pequeno.

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